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O que o irmão de Suzane von Richthofen disse em 2015 sobre o caso?

O irmão da condenada deu um depoimento raro

Redação Publicado em 05/10/2021, às 10h16 - Atualizado às 20h26

Andreas von Richthofen ao lado de Suzane
Andreas von Richthofen ao lado de Suzane - Divulgação/Vídeo

No ano de 2015, o filho mais novo do casal Manfred e Marísia von Richthofen, Andreas, decidiu abrir uma exceção ao hiato em comentar sobre o crime orquestrado pela irmã, Suzane Von Richthofen, que levou ao óbito dos pais.

De acordo com a Veja SP, o rapaz enviou uma carta ao jornalista Sérgio Quintella negando acusações contra o pai divulgadas pelo promotor Nadir de Campos Júnior durante um convite do programa SuperPop, da RedeTV, enfatizando que Manfred teria contas no exterior administrada pela filha.

Em tom de revolta, classificou o crime que levou os pais ao óbito como "nojento" e deixou claro o interesse em defender a memória dos parentes, acrescentando que a divulgação de notícias sobre o caso o chateia, solicitando evidências ao promotor que fez a acusação.

Confira na íntegra a carta de Andreas em 2015:

“Prezado Dr. Nadir de Campos Jr.

É em nome do excelente trabalho do qual o Sr. participou, ao condenar a minha irmã Suzane Louise von Richthofen e aos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, e também de toda sua história na justiça brasileira que me sinto compelido a abordá-lo.

Escrevo-lhe esta mensagem por vias igualmente públicas às quais o Sr. se vale para comentar o caso da minha família. Entendo que sua raiva e indignação para com estes três assassinos seja imensa e muito da sociedade compartilha esse sentimento. E eu também. É nojento. Encare da perspectiva existencialista. No entanto observo que o Sr. faz diversos apontamentos referindo a um suposto esquema de corrupção, do qual meu pai, Manfred Albert von Richthofen, teria participado e cujos resultados seriam contas no exterior em enormes montantes. Gostaria que o Sr. esclarecesse essa situação: se há contas no exterior, que o Sr. apresente as provas, mostre quais são e onde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal. Mas que se isso não passar de boatos maliciosos e não existirem provas, que o Sr. se retrate e se cale a esse respeito, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender, meus pais Manfred Albert e Marísia von Richthofen.

Respeitosamente,

Andreas Albert von Richthofen”.


++Errata: A reportagem errou ao mencionar a data do comunicado. Na verdade, o episódio ocorreu em 2015.