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Obra ambientada na década de 40 aborda trabalho escravo nas fazendas brasileiras

O Abrigo de Kulê, da jornalista Juliana Valentim, retrata pautas sociais que atravessam gerações

Victória Gearini Publicado em 12/11/2020, às 14h30

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação / Pixabay

Ambientada na década de 40, a obra O Abrigo de Kulê, da jornalista e escritora Juliana Valentim, retrata a realidade de pessoas em situação de trabalho escravo nas fazendas brasileiras. A trama narra a trajetória do contador de histórias e caixeiro viajante, Gabriel, e de Maria, uma jovem sonhadora e apaixonada por livros.  

Lançado em janeiro deste ano pela All Print Editora, o livro aborda questões sociais que atravessam gerações e até hoje são assuntos recorrentes. Amor, coragem, escravidão e sororidade — solidariedade feminina — são pautas presentes ao longo desta narrativa. Por meio de uma linguagem leve e repleta de fantasia, Valentim busca inserir o leitor nas paisagens e costumes do interior brasileiro. 

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O Abrigo de Kulê, de Juliana Valentim (2020) / Crédito: Divulgação / All Print Editora

“Despediram-se, então, com uma inquietação na alma. Sentiam vontade de viver demasiadamente, até o talo da vida. As peles queimavam feito uma febre faminta de tudo. Sentiam vontade de engolir o mundo”, trecho retirado da obra O Abrigo de Kulê (2020). 

O enredo da obra apresenta ao público uma série de acontecimentos envolventes, como paixão, decepção, saudade, liberdade, encanto e desencanto. Já a capa do livro foi planejada pela desenhista Elaine Lyra, e conta com a ilustração digital de Flávia Hashimoto. 

“Imaginei uma capa que abordasse essa busca pela liberdade de forma lúdica. Por isso, trouxemos o desenho da jovem aprisionada, mas com lindas asas coloridas. É uma imagem que diz muito”, afirma a escritora.

Além de autora de O Abrigo de Kulê, Juliana Valentim possui um sólido trabalho nas redes sociais. A jornalista possui um perfil literário, chamado Palavras que Dançam, onde escreve diariamente textos curtos e fragmentos poéticos.

“Gerenciar um perfil literário na internet me fez conhecer melhor o meu o leitor. O que eu mais gosto de fazer na vida é escrever um texto e ver como ele chega nas pessoas. Sou eu em cada palavra, viajando por casas e corações que jamais conheceria, não fosse pela poesia”, revela Juliana Valentim.

Disponível na Amazon, esta obra é perfeita para quem busca por uma narrativa leve e que, ao mesmo tempo, proporcione reflexões sobre assuntos sociais que atravessam décadas.


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