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Os 10 achados arqueológicos mais incríveis desta semana

De cemitério cristão do século 11 a catacumbas medievais com restos humanos, confira as notícias impressionantes que a AH divulgou nos últimos dias

Isabela Barreiros Publicado em 06/09/2020, às 07h00

Um dos esqueletos encontrados na Terra de Dobrzyn, no norte da Polônia
Um dos esqueletos encontrados na Terra de Dobrzyn, no norte da Polônia - Divulgação/Jadwiga Lewandowska

1. Cemitério cristão do século 11 na Polônia

O esqueleto de uma mulher, enterrado com uma pedra sobre o peito / Crédito: Divulgação/Jadwiga Lewandowska

 

Arqueólogos do Museu da Terra de Dobrzyn em Rypin descobriram um cemitério cristão de quase mil anos em um local conhecido como Terra de Dobrzyn, no norte da Polônia. Acredita-se que esse tenha sido o mais antigo sepultamento cristão já encontrado no país. 

Para além da importância história do sítio arqueológico, os pesquisadores também perceberam que muitos esqueletos foram enterrados de modos muito peculiares, nunca antes vistos. Uma mulher foi sepultada com uma imensa pedra prensada contra seu tórax e outros restos mortais estavam em posição fetal.


2. Datação do Disco de Nebra

Fotografia do Disco de Nebra / Crédito: Wikimedia Commons

 

O Disco de Nebra foi encontrado em 1999 em Sachsen-Anhalt, Alemanha, junto a outros itens que datam da Idade do Bronze. No entanto, durante muito tempo, não foi possível identificar o período histórico do objeto raro, visto que nada parecido havia sido encontrado na região.

Agora, pesquisadores acreditam ter finalmente datado o antigo disco. Novas análises revelaram que ele remonta à Idade do Ferro, especificamente ao primeiro milênio a.C.Para os especialistas envolvidos nos estudos, as características estilísticas do disco não estão relacionadas às já vistas na Idade do Bronze.


3. Uma centena de símbolos antigos na Inglaterra

Marca de casal de 1967 / Crédito: Divulgação/New Forest National Park Authority

 

Pesquisadores encontraram pelo menos uma centena de símbolos repletos de história nas árvores da Nova Floresta, localizada em Hampshire, na Inglaterra. Algumas marcas mais impressionantes foram sinais para afastar maus espíritos, iniciais de um casal apaixonado do ano 1967 e, ainda, rastros de soldados da Segunda Guerra Mundial.

No entanto, um dos símbolos mais notórios descoberto pelos especialistas foi nomeada de Marca do Rei. Trata-se de um sinal de flecha deixado em árvores reservadas para a construção de navios da Marinha Real do país nos séculos 18 e 19.


4. Catacumbas medievais com restos humanos na Rússia

Foto dos restos mortais encontrados nas catacumbas / Crédito: Divulgação/Distrito de Dakhadayevsky

 

Durante a reforma do jardim de sua casa, o russo Abdulgamid Mirzaev se surpreendeu ao encontrar duas câmaras submersas com esqueletos e objetos medievais. A residência está localizada em uma aldeia na república russa do Daguestão.

Segundo pesquisadores responsáveis pelas análises da descoberta, as catacumbas provavelmente remontam à Idade Média. Dentro dos túmulos impressionantes, foram observados ainda vasos nas paredes, jarros de rituais e utensílios domésticos, além de restos humanos em seu centro.


5. Inscrição de 1200 anos na Índia

A antiga inscrição encontrada em Chinnadudyala, Índia / Crédito: Divulgação/Ramabrahmam Vellore

 

Vasudeva Reddy, aluna da Universidade Yogi Vemana, foi responsável descobrir uma inscrição muito antiga e rara na vila indiana de Chinnadudyala, localizada no distrito de Kadapa.

Para os pesquisadores que analisaram o achado, ele deve possuir pelo menos 1200 anos de idade, provavelmente datando do século 8 d.C. O item contém 25 linhas escritas em uma língua muito antiga: o télugo arcaico e possuía uma mensagem de cunho moral para as pessoas que habitavam o local.


6. Cemitério da Era Viking na Suécia

Foto de esqueletos humanos achados na abadia de Vreta, na Suécia / Crédito: Divulgação/Arkeologerna

 

Arqueólogos encontraram um cemitério que abriga milhares de esqueletos próximo a Abadia de Vreta, ao norte da cidade de Linkoping, na Suécia. Acredita-se que o local remonte ao século 11, assim como os restos mortais descobertos pelos pesquisadores. Segundo a emissora sueca SVT, esta foi a “descoberta da década".

Por enquanto, foram encontradas cerca de 70 tumbas, das quais apenas 19 passaram por análises mais aprofundadas. Considera-se que estão bem preservadas, e algumas dessas sepulturas foram achadas dentro de caixões de madeira.


7. Estudo sobre prática fúnebre da Idade do Bronze

Objeto de bronze encontrado junto aos ossos humanos usados para o estudo / Crédito: Divulgação/Wiltshire Museum

 

Um artigo publicado nesta semana na revista científica Antiquity estudou mais à fundo uma prática funerária muito comum durante a Idade do Bronze. Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram que pessoas daquele período transformavam restos mortais de pessoas queridas em relíquias.

Segundo o estudo dos especialistas, os habitantes de comunidades que viviam há cerca de 4.500 anos homenageavam seus mortos mantendo sua memória viva em itens feitos a partir de seus ossos, que passavam por gerações. Um dos casos mais impressionantes foi o de uma coxa humana que foi usada para construir um instrumento musical.


8. Esqueletos de soldados poloneses mortos na Segunda Guerra

Um dos esqueletos encontrados em Gdańsk, Polônia / Crédito: Divulgação/PAP/Marcin Gadomski)

 

Pesquisadores poloneses foram responsáveis por analisar o DNA de cinco esqueletos encontrados na cidade polonesa de Gdańsk, onde antigamente era a península de Westerplatte. Tratam-se de restos mortais de soldados que foram mortos logo no começo da Segunda Guerra Mundial.

Eles compararam o material genético encontrado nos antigos ossos com os de pessoas que podem ser seus parentes. Assim, os especialistas foram capazes de nomear aqueles combatentes que faleceram durante um bombardeio em 1 de setembro de 1939, no início da invasão alemã à Polônia.


9. Antigo e raro palácio em Jerusalém

Crédito: Divulgação/Shai Halevi/Autoridade de Antiguidades de Israel

 

Escavações realizadas no calçadão de Armon Hanatziv, na cidade de Jerusalém revelaram fragmentos de antigas colunas que antes constituíam um enorme palácio, que provavelmente remonta ao período do Primeiro Templo. O dono da mansão, no entanto, ainda permanece um mistério. 

Os itens descobertos haviam sido enterrados cuidadosamente, seja pelo proprietário ou por qualquer outro indivíduo também ainda desconhecido, e permaneceram bem preservados embora sejam muito antigos.


10. Esqueletos de 200 anos na Escócia

Os esqueletos encontrados em Jedburgh, Escócia / Crédito: Divulgação/Scottish Borders Council

 

Durante um programa de revitalização do centro da cidade de Jedburgh, no Reino Unido, trabalhadores puderam observar dois esqueletos que pareciam muito antigos nos destroços próximos ao muro da Abadia de Jedburgh.

Análises iniciais feitas por especialistas convocados pelas autoridades indicaram que os ossos foram enterrados perto da abadia há pelo menos 200 anos. O local será mantido fora do projeto de reconstrução para que a descoberta arqueológica passe por mais exames.


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