Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Curiosidades / Furacões

Por que furacões recebem nomes de pessoas?

Katrina, Harvey, Irma e Jose são alguns exemplos de nomes próprios usados para os fenômenos

Redação Publicado em 18/05/2022, às 11h35

Destruição em Louisiana, nos EUA, após passagem do furacão Ida - Getty Images
Destruição em Louisiana, nos EUA, após passagem do furacão Ida - Getty Images

Desde ontem, 17, a região sul do país está sendo atingida pelos fortes ventos da tempestade Yakecan, que podem chegar a até 110 quilômetros por hora e estão causando enormes danos em inúmeras cidades gaúchas, incluindo Porto Alegre.

O ciclone foi batizado de Yakecan que, na língua tupi-guarani, significa "som do céu", em uma tradução livre, exemplificando sua forma de agir — o fenômeno subtropical tem como foco uma forte onda de sons e águas vindas de tempestades.

Embora o Yakecan tenha sido batizado dessa forma, isso não acontece com todos os fenômenos meteorológicos extremos. Os furacões tropicais, por exemplo, contam com uma forma específica de nomeação.

Nomes próprios dos furacões

Nos últimos anos, furacões foram responsáveis por danos gigantescos em regiões diferentes do mundo, sendo sempre batizados com nomes próprios, uma prática antiga utilizada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Katrina, Harvey, Irma, Jose, todos eles são escolhidos antecipadamente e, como são nomes curtos, são mais fáceis de serem lembrados, além de provavelmente reduzirem o risco de pessoas errarem seus nomes.

"É muito mais fácil de memorizar do que uma cifra ou um termo técnico", documenta a Organização Meteorológica Mundial (OMM), conforme repercutido pela agência de notícias AFP em 2017. "Um nome facilita o trabalho da imprensa, reforça o impacto das advertências e ajuda na preparação das populações".

Os nomes são propostos primeiramente por organismos regionais. Para os Estados Unidos, existem seis listas de nomes utilizadas para o Caribe, o Golfo do México e o Atlântico Norte, uma a cada ano, e retomadas a cada fim de ciclo, segundo o Centro Nacional de Furações dos Estados Unidos.

Elas estão em ordem alfabética, mas não contam com letras que não possuem muitos nomes, como Q e U. Além disso, se um furacão causa muitas vítimas e danos, não entra novamente, como foi o caso de Katrina.