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Por uma mudança de rota, Francisco de Orellana encontrou o Rio Amazonas, há 478 anos

Após se separar de Gonzalo Pizarro, o espanhol seguiu as afluentes do enorme rio sul-americano e o nomeou graças a um povo nativo

Pamela Malva Publicado em 13/02/2020, às 14h49

Representação dos barcos espanhóis usados em expedições
Representação dos barcos espanhóis usados em expedições - Wikimedia Commons

Após sua chegada à América Latina, os irmãos Pizarro dominaram territórios do Império Inca, como os atuais Equador e o Peru. Alguns anos mais tarde, em 1541, Gonzalo Pizarro foi declarado governador de Quito, a capital equatoriana.

Com o poder em mãos, ele construiu barcos e juntou tropas para, com a ajuda de seu tenente Francisco de Orellana, procurar a cidade de Eldorado e o país da canela. Os dois seguiram juntos na expedição e, em março daquele ano, marcharam pelos Andes.

Mesmo depois que cruzaram todas as montanhas, Gonzalo achou que sua exploração já era um completo desastre e decidiu mudar de direção. Com menos da metade de seus homens à disposição, foi para o Norte, enquanto Francisco seguiu em frente, em 1542.

O Rio Amazonas visto do espaço / Crédito: Wikimedia Commons

 

Uma vez separados, foi Orellana quem fez a maior descoberta: deu de cara com o gigante Rio Amazonas, no dia 13 de fevereiro. Com quase 7.000 km de extensão, o rio sul-americano brilhou aos olhos dos espanhóis.

Nesse encontro, Francisco batizou a enorme corrente de Río de Orellana. Terminação que mudaria em pouco tempo, graças aos povos nativos. Pouco depois da descoberta, a expedição de Orellana foi atacada por guerreiros liderados por mulheres.

Os espanhóis rapidamente compararam os nativos latino-americanos às Amazonas, as grandes guerreiras da mitologia grega. Assim, Francisco imaginou que o mais lógico seria nomear o rio com o que achavam que a tribo representava. Criou então, o nome do Rio Amazonas.


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