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Marquesa de Santos e baronesa de Sorocaba: Dom Pedro I manteve relações com as irmãs ao mesmo tempo

Colecionador de amantes, o imperador vivenciou um segundo triângulo amoroso com a irmã de Domitila. O episódio gerou uma grande confusão

Fabio Previdelli Publicado em 10/01/2020, às 08h00

Imagem de Dom Pedro I
Imagem de Dom Pedro I - Reprodução

Desde pequenos somos ensinados sobre diversos personagens da história brasileira, e talvez o mais emblemático entre eles seja Dom Pedro I. Muito além do grito da independência, a vida do imperador sempre foi alvo de diversos estudos e qualquer curiosidade sobre o português sempre gerou muita repercussão.

Um dos episódios mais polêmicos de sua vida foi o relacionamento extraconjugal com duas irmãs, Maria Domitila de Canto e Melo, a marquesa de Santos sua amante oficial e Maria Benedita de Canto e Melo, a baronesa de Sorocaba.

Dom Pedro I em pintura oficial do Brasil Império / Crédito: Wikimedia Commons


O romance com marquesa de Santos foi o que mais tocou o imperador, em determinado momento ele deixou de ser clandestino e foi exposto diante de todos, incluindo Maria Leopoldina de Áustria, sua esposa.

A relação dos dois perdurou por longos sete anos, nesse período aconteceram diversas trocas de picantes cartas de amor entre os dois amantes, e até mesmo apelidinhos carinhosos foram criados pelo casal: ela com a alcunha de Titília e ele com o epíteto de Demonão.

Se o relacionamento com a marquesa era mais rumoroso a sua relação com a baronesa era secreta e sempre tratada com descrição, afinal ela era casada há algum tempo. Os dois eram conhecidos de longa data, desde os tempos das primeiras visitas do imperador à casa do Canto e Melo, quando ainda era príncipe regente.

Os encontros nada casuais aconteciam sempre que dom Pedro saía em retiro com destino ao Outeiro da Glória. Os momentos de descanso eram usados como desculpa para uma fugidinha rumo ao braços da baronesa de Sorocaba, que residia num casarão próximo à igreja.

Imagem oficial da Marquesa de Santos / Crédito: Wikimedia Commons


O ápice do conturbado triângulo amoroso do imperador aconteceu em 1827, quando a baronesa foi atacada a tiros enquanto passava de carruagem pela Ladeira da Glória, no Rio de Janeiro. Por sorte, Maria Benedita saiu ilesa, mas a notícia se espalhou por toda a corte e logo foi divulgado que a mandante do atentado seria sua irmã, a marquesa de Santos.

Além do ciúme exacerbado, outro fator que teria a motivado foi o fato de que o monarca teria engravidado a baronesa um pouco antes de Domitila descobrir que carregava em seu ventre um progenitor de Demonão.

O ato impulsivo e passional teria dado uma esfriada na sua relação com o imperador e posto fim a suas pretensões de um dia ser imperatriz, já que Maria Leopoldina falecera um ano antes de toda essa confusão.


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