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Revirando a corte: Como Lady Di mudou as regras da família real

Irreverente, a Princesa Diana tomava suas próprias decisões quanto a criação dos filhos, casamento e vida no palácio

Alana Sousa Publicado em 19/07/2020, às 10h00

Lady Di
Lady Di - Wikimedia Commons

Filha de aristocratas britânicos, Diana Frances Spencer não imaginava que se tornaria uma das mulheres mais influentes do mundo e, que, com sua irreverência e autenticidade, mudaria aspectos importantes de uma das famílias reais mais notórias da História.

Seu papel na monarquia britânica é lembrado até hoje, seja em seu jeito de viver, de criar seus filhos ou sua relevância social. Aquela menina natural de Norfolk foi amada por pessoas que viviam muito além do reino de Elizabeth II.

Sua morte, em 31 de agosto de 1997, foi um episódio trágico. Deixando dois filhos muito jovens para trás, a esposa de Charles, Príncipe de Gales foi alvo de uma perseguição de paparazzi que culminou em seu acidente fatal — que ainda é motivo das mais bizarras teorias da conspiração.

Lady Di era amada por todos, principalmente por seus filhos/Crédito: Getty Images

 

Entretanto, muito além do prestígio que Diana recebeu depois de morta, a princesa também exerceu um papel importante na família real e quebrou regras importantes, abrindo espado para que as noras Kate Middleton e Meghan Markle pudessem viver, anos depois, com mais autonomia.

Diana, uma mãe amorosa

“Estou seguindo meu coração, não minha cabeça. No entanto, muitas vezes isso causa problemas. Mas deve haver alguém que esteja mais próximo das pessoas, ame-as e mostre esse amor a elas”, assim a Princesa do Povo descreveu seu estilo como integrante da monarquia. Mais do que seguir as regras, muitas vezes polêmicas de Elizabeth II, Lady Di queria fazer o que fosse melhor para seus filhos.

Um dos segmentos que Diana fazia questão de ter total controle ela a criação de Harry e William. O costume antigo era de que as crianças da realeza ficassem em casa com babás enquanto os membros viajavam em turnês para eventos. A princesa se recusou a seguir isso e sempre levava consigo os dois meninos, que eram muito apegados a ela.

Com apenas 21 anos quando deu à luz a William, Diana foi a primeira mulher a decidir que as crianças frequentassem a escola ao invés de serem educadas em casa, como foi o caso da Rainha Mãe. A mulher também gostava de cuidar pessoalmente das tarefas dos filhos, algo que causava desaprovação tanto de Elizabeth, quanto do marido, Charles.

Sempre vista em público se divertindo com os filhos, Lady Di deixava de lado as roupas formais e vestia o papel de mãe por completo. Participando de eventos escolares e levando os garotos em parques durante as férias.

Princesa Diana com seus filhos, Harry e William / Crédito: Divulgação/Pinterest

 

“Os três iriam ao McDonald's comprar um Big Mac e batatas fritas antes de voltarem para assistir Blind Date. Todos os três se agachavam nesse enorme hipopótamo de pelúcia que Diana tinha em sua sala de estar”, revelou o ex-mordomo e amigo íntimo de Diana, Paul Burrell.

Esses momentos em família são vistos com muito carinho por Harry e William. “Não posso agradecê-la o suficiente por isso, porque a realidade morde em grande medida, e foi uma das maiores lições que aprendi é o quão sortudos e privilegiados muitos de nós somos — particularmente eu”, afirmou William em entrevista.

Contato com o público

Ao falar com as pessoas em eventos públicos, há regras muito rígidas a se seguir, como de não tirar fotos ou assinar autógrafos e, ainda, se comunicar de forma simples e distante. Em tempos recentes, era comum ver Meghan e Kate se abaixando para conversar com crianças, algo que Diana foi pioneira.

Em um momento em que ninguém mais da realeza tinha esse hábito, a princesa sempre se agachava para conversar com os menores. Uma das cenas mais icônicas de sua trajetória pode ser facilmente escolhida quando, em 1987, ao visitar uma instituição de caridade voltada a tratar a Aids, sem hesitar, Diana apertou a mãe de um paciente HIV positivo. “O HIV não torna as pessoas perigosas para conhecer, então você pode apertar as mãos delas e dar-lhes um abraço. O céu sabe que elas precisam”, disse ela na época.

O marcante gesto de Diana / Crédito: Divulgação

 

Casamento e vida no palácio

Em entrevista ao Sunday Times, Carolyn Robb, que trabalhou para a monarquia britânica por mais de dez anos contou que a princesa era uma pessoa fácil de conviver, que por vezes tirava o sapato dentro do palácio, se servia uma taça de vinho e, até mesmo, ajudava na louça. “[Ela era] muito fácil de cozinhar e adorava coisas simples: cordeiro com hortelã frio, saladas, suflês, berinjela recheada”.

Outra situação irreverente foi no dia de seu casamento, em 29 de julho de 1981. Ao recitar seus votos, a Princesa de Gales retirou a parte padrão de uma cerimônia real, na qual afirmava que iria “obedecer” seu marido. O gesto foi seguido também no casamento de ambos os filhos.

Casamento de Diana e Charles / Crédito: Getty Images

 

O declínio no casamento, que durou 15 anos oficialmente, rendeu a lendária fotografia de Diana com seu “vestido da vingança”, assim como uma destemida entrevista à BBC. Na conversa, ela relembrou tempos difíceis com Charles e sua jornada de luta contra distúrbios alimentares. “Você o inflige a si próprio porque sua autoestima está em baixa e você não se considera digno ou valioso... É um padrão repetitivo que é muito destrutivo para si mesmo”.

Após a morte da mãe, há mais de 20 anos, a dor ainda se mantém muito viva, mas também o amor e o carinho. Como Harry explicou, para ele “ainda há muita dor que ainda precisa ser deixada sair”. O que continuará é o legado inabalável que uma simples garota conseguiu instituir em uma linhagem tão poderosa.


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