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Como os nazistas encontraram o esconderijo de Anne Frank?

Sete décadas depois da menina e seus parentes terem sido capturados e enviados para os terríveis campos de concentração, o mistério sobre quem entregou o anexo da família Frank intriga especialistas

Caio Tortamano Publicado em 03/12/2020, às 13h57

Fotografia de Anne Frank
Fotografia de Anne Frank - Domínio Público

A história de Annelies Marie Frank, popularmente chamada de Anne Frank, é mundialmente conhecida. A menina de origem judaica foi uma das vítimas da tragédia do Holocausto.

Ela deixou relatos emocionantes e verdadeiros em seu diário. No caderno, a garota escreveu durante o período em que passou escondida dos nazistas, junto com sua família no andar de cima de um armazém — que hoje em dia funciona como um museu, em Amsterdã.

Ali, a menina permaneceu dos 12 aos 15 anos, até que em meados de 1944, Anne e sua família foram descobertos. A jovem foi presa e deportada para o campo de extermínio nazista de Auschwitz, junto com sua irmã Margot Frank e Auguste van Pels. No local, as jovens vivenciaram atos desumanos. 

Com o passar do tempo, cada vez mais prisioneiras eram enviadas para campo de concentração. À medida que o local ficava mais lotado, a situação piorava. Vivendo sob condições terríveis, as irmãs contraíram febre tifoide e morreram em fevereiro de 1945.

Sete décadas depois da revelação do local do esconderijo da família Frank, historiadores ainda se questionam sobre quem denunciou o abrigo em que Anne vivia para os nazistas, ou, como isso aconteceu.

Reconstrução da estante que cobria entrada para o esconderijo da família Frank / Crédito: Wikimedia Commons

 

Suspeitos

Sabe-se que a garota foi descoberta pelas tropas do Führer ao lado de outras sete pessoas no andar de cima do armazém.

Durante investigações, mais de 30 pessoas foram consideradas suspeitas de terem denunciado Anne Frank e seus parentes. Na lista estão nomes como o de Wihelm van Maaren, funcionário que trabalhava no andar de baixo do esconderijo. No entanto, pela ausência de provas, o homem não foi acusado.

Além dele, Lena Bladeren, funcionária que ajudava a controlar pragas no depósito, também foi declarada como suspeita — já que a mulher já havia afirmado ter ouvido barulhos vindos do armazém. Porém, posteriormente foi indicado que ela nunca teve certeza se havia de fato algo suspeito no local.

  Esconderijo de Anne Frank / Crédito: Divulgação/Anne Frank Stichting Fundation

 

Hipótese 

Uma pesquisa realizada pela Casa de Anne Frank, em Amsterdã, constatou que a família da menina possivelmente foi encontrada por acidente, durante uma inspeção para verificação de cupons de racionamento falsificados.

Sabe-se que em períodos de guerra, é comum que os recursos de um país passem a ser racionados, para que não encarem falta de suprimentos tanto para os militares como para os civis.

Além disso, os conflitos faziam com que a população guardasse mais alimentos para evitar saírem de casa. Diante disso, eram criados os cupons de racionamento que davam direito a determinada quantidade de comida para cada cidadão.

Para especialistas, alguns indícios realmente levam a acreditar que a família foi encontrada por acaso. No momento em que foram descobertos, não havia nenhum veículo de transporte oficial que era usado para levar pessoas para os campos de concentração.

Outro cenário analisado pode ser a função de um dos oficiais que deflagrava judeus escondidos na ocasião. Ele trabalhava na unidade de investigação de crimes econômicos, ou seja, delitos que envolvem dinheiro, no caso: cupons de racionamento.

Os oficiais responsáveis pela captura da garota e sua família provavelmente estavam em meio a uma investigação de cupons falsos. Na época, dois homens que vendiam os tickets para a família Frank foram presos — o que pode ter atraído a investigação para o anexo secreto em busca dos itens falsificados.

Recentemente, uma equipe composta por mais de 20 pesquisadores forenses, criminologistas e pesquisadores de dados ainda investigam o caso com o objetivo de esclarecer o ocorrido.

Fato é que “O Diário de Anne Frank” se tornou o texto mais lido originado pelo Holocausto. Os relatos da jovem impressionam pela precocidade dos pensamentos e estilo literário.

O seu pai, Otto Frank, decidiu editá-lo e prepará-lo para publicação, que aconteceu em 25 de junho de 1947. Até hoje, foram vendidas mais de 30 milhões de cópias em mais de 50 línguas e entrando no currículo das escolas do mundo todo. 


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