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Tentando superar o trauma de um naufrágio, Ramon Artagaveytia embarcou no Titanic

O homem, que havia sobrevivido a um acidente marítimo no Uruguai, também presenciou uma das maiores catástrofes do século 20

Caio Tortamano Publicado em 02/10/2020, às 14h30

Ilustração do navio Titanic naufragando
Ilustração do navio Titanic naufragando - Getty Images

Em 1871, um homem chamado Ramon Artagaveytia estava em um barco na costa do Uruguai, sua terra natal, quando alguns tripulantes começaram a ficar desesperados e gritar por ajuda. Ao notar a situação, percebeu que a embarcação estava pegando fogo.

Vindo de família abastada, sua passagem era de primeira classe e, com isso, ganhava o direito de um lugar no bote salva-vidas. Mas relatos contam que ele recusou o lugar no bote, sendo visto no convés com dois irmãos amigos do sobrevivente.

O desastre foi fatal. De todas as 164 pessoas dentro da embarcação, apenas 65 sobreviveram, incluindo Ramon, que na época tinha 35 anos.

Embora tenha tido sorte ao sair com vida da tragédia, ele não esqueceu com facilidade o ocorrido, e tinha pesadelos constantes com o traumático desastre. Em uma carta endereçada ao seu primo, Ramon relatou que acordava no meio da noite com frequência durante viagens, por mais tranquilas que elas fossem, e sempre escutava pessoas gritando diante do incêndio.

A icônica cena do filme Titanic (1997) / Crédito: Divulgação/Paramount Pictures

 

A carta foi enviada dois meses antes de embarcar para os Estados Unidos depois de ter visitado seu sobrinho, cônsul uruguaio em Berlim. O nome do navio que ele tomaria? RMS Titanic. Aos 71 anos, Ramon foi mais uma das vítimas do terrível naufrágio que afetou 2.224 pessoas, sendo o uruguaio um dos 118 homens na primeira classe a morrer.

Um fato insólito permeia a morte de Artagaveytia. No livro escrito por Josu Hormaetxea, Passageiros do Titanic: A última viagem de Ramon Artagaveytia, é afirmado que o relógio de bolso do passageiro estava sincronizado com o horário de Montevidéu, diferente do horário do local em que estava, com os ponteiros paralisados às 5 da manhã.

Se considerarmos o fuso horário entre os locais, com o do acidente — às 2h25 da madrugada — significa que o uruguaio quase teve a chance de sair com vida. Isso porque as equipes de resgate já tinham chego ao local nesse horário.


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