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Regra inusitada: a família real britânica não pode se divertir com um jogo de tabuleiro

Segundo um membro da família, um jogo de tabuleiro faz parte da lista de proibições para os membros da nobreza

Larissa Lopes, com supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/02/2021, às 16h04 - Atualizado às 16h36

Elizabeth II com o marido e os filhos
Elizabeth II com o marido e os filhos - Wikimedia Commons

A família real britânica, simbolizada pela soberana Rainha Elizabeth II, de 94 anos, segue regras e outros comandos de etiqueta à risca. Peculiares, as restrições devem ser respeitadas por todos os membros da nobreza, do Palácio de Buckingham - núcleo da coroa - ao Palácio de Kensington, a residência com o maior número de moradores.

O modo de sentar das mulheres é uma das mais polêmicas, que foi quebrada inclusive por Meghan Markle, duquesa de Sussex, em 2018, quando ela se sentou de pernas cruzadas duas vezes. 

Linha de sucessão atual da família real britânica. Crédito: Divulgação/Instagram/Ranald Mackechnie

 

Outra bastante inusitada é a obrigação de viajar sempre levando uma troca de roupa preta. Todos os membros reais devem carregar as roupas de luto em viagens ao exterior, para que, se alguém morrer, o nobre volte para casa ou vá à homenagem vestindo a cor adequada. 

Pode não parecer provável, mas isso já aconteceu pelo menos duas vezes na história. A troca de roupa foi valiosa quando, em 1952, o rei Jorge VI morreu e sua filha Elizabeth II estava no Quênia. E, quarenta anos mais tarde, o pai da Princesa Diana faleceu, fazendo com que ela e o Príncipe Charles voltassem dos Alpes vestidos de preto. 

Charles e Diana no dia de seu casamento. Crédito: Getty Images

 

No entanto, a restrição mais inusitada é em relação aos jogos de tabuleiro permitidos dentro dos castelos. Ao jornal britânico The Telegraph, em 2008, o Príncipe Andrew revelou que o jogo Monopoly é estritamente proibido.

“Eles não permitem que a gente jogue Monopoly em casa. Nós ficamos muito competitivos”, confessou o filho da rainha Elizabeth. A declaração tem base no medo de que a família fique deslumbrada com o jogo.

Príncipe Andrew. Crédito: Getty Images

 

A proibição foi a única divulgada à mídia quanto a jogos de tabuleiro. Não se sabe se outras dinâmicas são permitidas para a diversão da família real britânica.

Origem 

O Monopoly é um jogo de negociação de propriedades criado pela americana Lizzie Magie, em 1903. Ela buscava desenvolver algo que fosse didático para explicar a teoria do imposto único, do economista Henry George.

Trata-se de uma ideologia econômica que se preocupa com a distribuição da renda, isto é, que a renda vinda dos monopólios e recursos naturais, bem como os bens comuns, deve pertencer a todos os cidadãos de forma igualitária. 

Assim, Lizzie Magie baseou o jogo em dois conjuntos de regras: um antimonopolista, em que todos os envolvidos eram recompensados pela criação da riqueza, e outro monopolista, no qual o objetivo era fundar monopólios e derrotar seus oponentes.

Jogo Monopoly. Crédito: Divulgação/Hasbro

 

Outros jogos de tabuleiro foram criados entre 1906 e 1930, inspirados na idealização de Magie. Todos incluíam a compra de terras e a venda de propriedades: a lógica do Monopoly. Aos poucos, figuras de casas de papelão foram adicionadas ao jogo, e seus aluguéis aumentavam ao serem incorporados a uma propriedade.

A fabricante Parker Brothers iniciou a comercialização do Monopoly em 5 de novembro de 1935, depois de comprar a patente de Magie e Charles Darrow - desenvolvedor do jogo The Landlord's Game, que tinha a dinâmica semelhante ao de Magie.