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Retrospectiva 2021: As maiores descobertas do Egito deste ano — até agora

Múmias com ‘línguas de ouro’, Cidade de Ouro Perdida, naufrágio e cesta de frutas em cidade submersa surpreenderam pesquisadores

Isabela Barreiros Publicado em 14/11/2021, às 07h00

Múmia com 'língua de ouro' e Cidade de Ouro perdida
Múmia com 'língua de ouro' e Cidade de Ouro perdida - Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito/Facebook/Zahi Hawass

O ano de 2021 foi marcado por inúmeras descobertas. O Egito não fica para trás. Através de um extenso trabalho baseado na valorização do passado, pesquisadores divulgaram instigantes descobertas.

A redação do site Aventuras na História separou as mais relevantes. 

1.Cesta de frutas em cidade submersa

Crédito: Divulgação/Fundação Hilti/Christoph Gerigk/Franck Goddio

 

As ruínas da cidade egípcia submersa de Thonis-Heracleion, na baía de Aboukir, perto de Alexandria, vêm revelando surpresas para os pesquisadores. Uma delas foi uma cesta de frutas praticamente intactas de pelo menos 2 mil anos. A cesta armazenava doum, fruto de uma palmeira africana conhecido por sua relação sagrada para os antigos egípcios.


2. Naufrágio e artefatos em Thonis-Heracleion

Restos do naufrágio encontrado / Crédito: Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

 

No mesmo sentido, mais tesouros impressionantes foram encontrados no mesmo local, ainda neste ano. Um naufrágio que remonta ao período ptolomaico com 25 metros de comprimento e vestígios de um cemitério grego do começo do século 4 a.C. foram identificados. O último guardava uma série de objetos valiosos.


3. Múmias com ‘línguas de ouro’

Máscara mortuária encontrada na escavação / Crédito: Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

 

Essa provavelmente foi a maior descoberta de 2021 e nós da redação do site Aventuras na História já falamos sobre as múmias com línguas de ouro inúmeras vezes.

Descobertas no templo de Taposiris Magna de Alexandria, no oeste de Alexandria, as múmias revelaram uma técnica diferente de mumificação em que as línguas naturais dos corpos foram retiradas para que órgãos feitos de ouro pudessem ser inseridos para o pós-morte. Máscaras mortuárias também foram encontradas.


4. Cidade de Ouro Perdida de 3 mil anos

Fotografia de construções tirada na cidade perdida / Crédito: Divulgação/Zahi Hawass/Facebook

 

Outra descoberta que não pode deixar de ser citada é a Cidade de Ouro Perdida de 3 mil anos, finalmente identificada por pesquisadores na cidade de Luxor. O local foi fundado pelo rei Amenhotep III e funcionou como um importante centro administrativo e industrial no passado, antes de ser totalmente coberto por areia.


5. Placa de 2,6 mil anos

A placa erguida pelo faraó egípcio / Crédito: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

 

Um fazendeiro da cidade de Ismaília estava preparando seu terreno para plantação quando se deparou com uma enorme placa. Após uma análise, arqueólogos perceberam que ela continha inúmeros hieróglifos. Trata-se de um artefato de 2,3 metros de altura e 45 centímetros de espessura que remonta ao reinado do faraó egípcio Apriés, há 2,6 mil anos.


6. Caixões de madeira do Novo Reino

Alguns dos sarcófagos encontrados / Crédito: Divulgação/YouTube/Al Jazeera English

 

Neste ano, pesquisadores fizeram uma descoberta que afirmaram ser responsável por “reescrever” a história do Egito Antigo. Eles encontraram, no sítio arqueológico de Saqqara, 52 sarcófagos do Novo Reino, entre 1570 a.C e 1544 a.C. e máscaras funerárias. Nos caixões, estavam inscritos trechos do Livro dos Mortos e desenhados deuses.


7. 250 tumbas escavadas em rocha

Tumbas encontradas em meio a grande rocha / Crédito: Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades

 

Embora egiptólogos encontrem sarcófagos na maioria das descobertas, outros tipos de túmulos também são identificados. Na cidade de l-Hamidiyah, foi encontrada uma coleção de mais de 250 tumbas escavadas em uma rocha que data de 4.200, de um período entre o fim do Império Antigo até o fim do período ptolomaico. Havia também diferentes moldes de tumba e poços funerários.


8. Cervejaria mais antiga do mundo

Imagem de um dos pontos de produção da cervejaria. Crédito: Divulgação/Youtube/Olhar Digital

 

Pesquisadores também descobriram, em 2021, o que acreditam ser a cervejaria mais antiga do mundo na cidade de Abidos, a 250 quilômetros ao sul do Cairo. O local provavelmente foi construído há cerca de 5 mil anos, durante o reinado do faraó Narmer, e produzia mais ou menos 22,4 mil litros de bebida. Além disso, a cerveja era destinada aos ritos funerários dos faraós egípcios.


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