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Sensualidade e astúcia: 5 mulheres que colocaram os nazistas para correr

Donas de uma coragem sem igual, elas foram soldados, pilotas e atiradoras afiadas que acabaram com os planos alemães

Pamela Malva Publicado em 28/08/2020, às 07h00

Fotografias das jovens Lyudmila, Mariya e Hannie, respectivamente
Fotografias das jovens Lyudmila, Mariya e Hannie, respectivamente - Wikimedia Commons

Durante a Segunda Guerra Mundial, a resistência contra a Alemanha de Adolf Hitler contava com personagens de diversas origens. Soviéticos, holandeses ou de outras nacionalidades, eram soldados prontos para lutar conta o regime autoritário.

Franco-atiradoras, pilotas ou jovens destemidas, muitas mulheres participaram do conflito e, com uma inteligência feroz, fizeram questão de colocar as mãos na massa. Fosse pela sua astúcia ou pelo uso da beleza, elas dizimaram exércitos nazistas.

Conheça a história de 5 impressionantes mulheres que lutaram no conflito mundial: 

1. Lyudmila Pavlichenko

Fotografia de Lyudmila Pavlichenko / Crédito: Wikimedia Commons

 

No posto de sniper, Lyudmilla Pavlichenko tinha habilidades inimagináveis e, a fim de defender sua nação, a soviética se alistou na primeira lista de voluntários. Já na infantaria, se recusou a trabalhar como enfermeira e foi direto para o front. Como franco-atiradora, fez parte de um grupo de duas mil mulheres atiradoras de elite.

Ao final de seus serviços, a soviética ficou famosa pela morte de 309 fascistas. Com um número tão impressionante, ela é considerada a melhor franco-atiradora da História. Depois da Segunda Guerra, virou historiadora na Marinha e investiu em pesquisas tradicionais. Vítima de um AVC, Lyudmilla morreu em 1974, na Rússia.


2. Mariya Oktyabrskaya 

Fotografia de Mariya Oktyabrskaya / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em meados de 1943, Mariya Oktyabrskaya foi notificada de que seu marido havia sido morto dois anos antes, durante a invasão nazista na Ucrânia. A descoberta tardia fez com que ela desenvolvesse um desejo feroz de vingança. Em uma carta para Stalin, ela exigiu que um tanque chamado Namorada Guerreira fosse construído.

Interessado na propaganda, o governo soviético aceitou o desejo e, assim, aos 38 anos, Mariya foi para o front. Após diversas batalhas, ela foi a primeira mulher piloto de tanque a receber o título de Herói da União Soviética. Em março de 1944, contudo, após dois meses em coma, ela faleceu devido aos destroços de um tiro que levou na guerra.


3. Freddie Oversteegen

Freddie Oversteegen durante a juventude / Crédito: Divulgação

 

Nascida em uma família holandesa que detestava o autoritarismo, Freddie Oversteegen não tinha medo de defender seus ideais. Quando a Segunda Guerra começou, então, ela quis acabar com o maior número de nazistas que conseguisse. Assim, ao lado da irmã e de uma amiga, ela criou alguns planos ambiciosos.

Entre falsas ofertas de emprego, envenenamentos e até tiros disparados em cima de uma bicicleta, a emboscada mais eficaz contava com um pouco de sedução. Em bares da Holanda, as jovens cortejavam os soldados nazistas e os levavam até uma floresta, onde executavam os alemães. Anos após o conflito, Freddie faleceu, em setembro de 2018.


4. Hannie Schaft

Fotografia de Hannie Schaft / Crédito: Domínio Público

 

Aos 21 anos, Hannie Schaft era a amiga de Freddie e também a mais velha do trio arrebatador. Junto das colegas, ela perseguiu e executou tanto soldados alemães, quanto traidores holandeses. Durante o serviço, inclusive, a menina ficou conhecida como a Garota dos Cabelos Vermelhos, devido a cor de suas madeixas.

Essa mesma característica, no entanto, foi seu fim durante a Segunda Guerra. No dia, 17 de abril de 1945, Hannie foi reconhecida pelos cabelos cor de fogo e, aos 24 anos, foi capturada e assassinada pelos oficiais nazistas. Em homenagem ao legado da companheira, as irmãs Oversteegen criaram a fundação Hannie Schaft, em 1996.


5. Truus Oversteegen

Retrato de Freddie e Truuss, respectivamente, quando ainda jovens / Crédito: Divulgação

 

Truus Oversteegen tinha apenas 18 anos quando os nazistas invadiram a Holanda. Ao lado de Freddie, sua irmã mais nova, e da amiga Hannie, ela também foi responsável pela morte de diversos nazistas. Em florestas, após seduzirem os soldados, as jovens ainda pediam que eles revelassem alguns segredos de guerra.

Antes das execuções, as três garotas também esconderam e transportaram crianças judias em segredo. Durante toda a sua vida, elas nunca revelaram o verdadeiro número de vidas que ceifaram. Após a guerra, Truss, que tornou-se uma artista, e Freddie foram condecoradas pelo serviço prestado no conflito. A holandesa faleceu em 2016.


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