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Sequestro de crianças e tráfico de órgãos: a lenda do Opala preto

A narrativa, que aterrorizou pais, mães e crianças da zona sul de São Paulo, também resultou em investigação policial

Caio Tortamano Publicado em 25/04/2020, às 09h00

Imagem ilustrativa de um Chevrolet Opala preto
Imagem ilustrativa de um Chevrolet Opala preto - Divulgação

Se você foi uma criança da zona sul de São Paulo em meados do ano de 2010 certamente ficou com medo de andar sozinha na rua, especialmente se morasse no Capão Redondo. O motivo? Um carro modelo Opala da cor preta supostamente sequestrava crianças com a finalidade de vender os seus órgãos.

Essa, pelo menos, foi uma das lendas urbanas mais fortes da época e ninguém sabe ao certo como teria começado. Entretanto, na época, escolas mandavam bilhetes nas agendas dos alunos pedindo que os pais ficassem de olho nas crianças: elas estariam sendo supostamente sequestradas na região sul da capital paulista.

Assim, comunidades locais tentavam buscar informações em órgãos oficiais, como conselhos tutelares, mas eles não tinham uma resposta para o pesadelo dos responsáveis: nada de concreto era repassado para as instituições.

Por e-mail, uma corrente revelava o paradeiro de uma suposta vítima, que era conhecido de um terceiro — logo, algo bem pouco pessoal e extremamente incerto. Além disso, outra história começou a circular para aterrorizar a população.

Um rapaz, que teria ligado ao jornal O Estado de S. Paulo, falou sobre a amiga de sua empregada, que recebeu o valor de 2 mil reais juntamente com o cadáver de seu filho, com uma carta afirmando que ele morreu sem sentir dor.

As forças policiais começaram a investigar o caso e simplesmente não encontravam nada que pudesse comprovar a existência de um criminoso em um opala preto que vendia órgãos de crianças. A Base Comunitária da Polícia Militar do Capão Redondo se prontificou a esclarecer os boatos, e publicou uma nota afirmando que história do terrível Opala Preto não passava de uma mentira.

Provavelmente, a narrativa foi fruto de pais que queriam alertar seus filhos sobre os perigos em andarem sozinhos na rua numa metrópole como São Paulo — como o notório caso do famigerado Homem do Saco.

O Opala Preto nem chegou a ser levado a sério, especialmente pela feliz ausência de registros de desaparecimentos de crianças na região do Capão Redondo na época dos rumores.


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