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Sexo sem proteção e ninfomania: 5 fatos bizarros sobre a sexualidade na Era Vitoriana

Com a saúde das pessoas e os bons consumes em mente, médicos e especialistas da época acreditavam em teorias insanas sobre o mundo do erotismo

Pamela Malva Publicado em 01/03/2020, às 13h00 - Atualizado às 18h00

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Getty Images

A Era Vitoriana é recheada de costumes e práticas bizarras, que são amplamente questionadas até hoje. Naquela época, as pessoas tinham centenas de regras, desde a forma de viver o luto, até os hábitos de higiene.

As indicações rígidas eram aplicadas até mesmo no sexo. Nesse sentido, livros e manuais foram escritos sobre o assunto. Uma das obras de Edward Pollock Anshutz, praticante da medicina homeopática, é um exemplo disso.

Confira cinco costumes sexuais bizarros, segundo o livro “Doenças e enfermidades sexuais: um manual popular”:

1. Frequência

Publicado em 1896, o livro era categórico em relação à frequência correta para ter relações sexuais. Segundo Edward, o coito “não deve ser satisfeito com frequência superior a uma vez por semana”.


2. Ninfomania

Pintura de mulheresm em trem, datada da Era Vitoriana / Crédito: Wikimedia Commons

 

Para médicos e especialistas da Era Vitoriana, a ninfomania nada mais era do que um “impulso insaciável e aparentemente irresistível para a satisfação do desejo sexual”. Além disso, apenas mulheres com um temperamento nervoso e imaginação vívida sofriam da condição.


3. Ejaculação

Foto de homens, em 1844 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo Edward, os homens poderiam ficar irritados caso ejaculassem durante o dia. A fraqueza dos órgãos sexuais também era uma consequência. Assim, ejacular era permitido apenas em casos de flerte com uma mulher, em caminhadas a cavalo, evacuando, fazendo xixi, ou “satisfazendo pensamentos lascivos”.


4. Masturbação

De acordo com o autor, a masturbação era considerada como um pecado contra Deus, a raça humana e a própria saúde física. Assim, acreditava-se que ela poderia causar degradação precoce, imbecilidade ou insanidade.


5. Nada de proteção

Casal da Era Vitoriana / Crédito: Wikimedia Commons

 

Se hoje o governo faz campanhas para o uso de camisinha, naquela época, os métodos contraceptivos eram coisa do Diabo. Para as pessoas da época, praticar sexo evitando a gravidez apresentava um risco à saúde do homem e da mulher.

Os efeitos de um coito com proteção poderiam ser até mesmo piores que os da masturbação. Naquela época, portanto, era comum que médicos prescrevessem a concepção de um bebê para curar homens impotentes.


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