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A cabeça que se vinga: A insólita morte de Sigurd Eystensson

Poderoso rei viking acabou destruído por um inimigo após a morte, num quase caso de ataque zumbi. Entenda

Mariana Ribas Publicado em 17/05/2019, às 11h00

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Crédito: Getty Images

Na história existem mortes tão bizarras que parecem contos de ficção. E a mais estranha entre elas talvez seja a de Sigurd, o Poderoso. 

Sigurd Eysteinsson (r. 875-892), foi o jarl (chefe) de Orkney, que se localiza no norte da atual Escócia. A conquista deste território elevou a popularidade do viking e as ilhas dessa região escocesa eram todas bases vikings. Em seu reino, o líder também tomou os condados atuais de Caithness e Sutherland.

Orkney, arquipélago localizado no atual norte da Escócia/ Crédito: Wikimedia Commons 

De acordo com os estudos da Saga de Orkneyinga, Sigurd desafiou um líder nativo chamado Máel Brigte, o Dentuço, para uma batalha de 40 homens para cada tropa.

O viking quebrou o acordo e levou o dobro de homens em sua tropa, quando a tropa inimiga continha os 40 combinados. Assim, mais uma vez ele ganhou a batalha e além de conquistar mais território, levou a cabeça de seu inimigo como troféu.

O viking / Crédito: Wikimedia Commons
 

Como costume, os vikings penduravam as cabeças em seus cavalos por garbosidade e como uma mensagem pouco sutil a quem quisesse enfrentá-los.

A cabeça de Máel foi amarrada à sela. Conforme o cavalo andava, os dentes pelo qual era famoso arranharam a perna de Sigurd, numa espécie de mordida pós-morte. Dias depois, o líder foi tombado por uma infecção e não resistiu. 

E, com isso, tornou-se o mais próximo de uma morte por zumbi na História real.