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Sismógrafo: entenda como esse intrigante objeto media a força de terremotos antigamente

Se a bola cair da boca do dragão na boca do sapo, é melhor se proteger

Redação Publicado em 19/06/2020, às 08h00

Réplica de um antigo sismógrafo
Réplica de um antigo sismógrafo - Wikimedia Commons

Fenômenos naturais como erupções vulcânicas e terremotos fascinam, e apavoram,
a humanidade desde seus primórdios. As mitologias ofereciam explicações para essas ocorrências – um mito mongol diz que o mundo está fixado nas costas de um gigantesco sapo e, toda vez que ele salta, a terra treme.

Os cientistas desenvolveram teses para tentar compreendê-las. O filósofo romano Sêneca, em 63, deu alguns passos na direção correta: “É útil saber que as contorções da Terra não são obra de deuses irados”, afirmou. “Esse fenômeno tem causas próprias.”

O primeiro sismógrafo, instrumento usado para medir terremotos, que também indica atividade vulcânica, seria inventado 60 anos mais tarde, na China. A invenção do matemático Zhang Heng consistia em um vaso de bronze adornado com oito estátuas de dragão no topo, cada qual com uma esfera de bronze na boca, e o mesmo número de sapos na base.

Quando a terra tremia, a bola caía da boca de um dragão para a de um sapo, produzindo um som metálico. Além de ser usado como alarme, registrava a ocorrência dos tremores e indicava a direção da qual vinham.

No século 17, um aparelho que media os tremores pela vazão da água em uma bacia foi inventado e, em 1855, o físico italiano Luigi Palmieri desenvolveu o sismógrafo eletromagnético.

A invenção continha tubos de mercúrio conectados a um relógio que permitia registrar o horário das perturbações sísmicas. Em 1880, o britânico John Milne modernizou o instrumento. Um pêndulo horizontal era capaz de captar oscilações de frequência mais baixa.

Cada tremor movimenta parte do mecanismo e é registrado de maneira mecânica ou ótica. Hoje, sismógrafos eletrônicos são comuns. Em 1935, o norte-americano Charles Richter desenvolveu uma escala, que leva seu nome, que varia de 0 a 9 graus, correspondentes ao volume de energia liberada no tremor. A medida tornouse
o padrão internacional.