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Sopa paraguaia: conheça as origens do prato – que não é sopa

Conheça as origens do prato!

Mariana Ribas Publicado em 30/05/2021, às 10h00

Imagem do prato
Imagem do prato - Monica Kaneko, via Wikimedia Commons

Fake news? Não chega a tanto, mas a história da sopa paraguaia tem diferentes versões populares e uma bela licença poética que acabou batizando essa torta salgada – que de sopa, agora, só tem o nome.

O prato é uma receita criada pelos índios guaranis, um caldo de milho ralado ou debulhado, rico em temperos e sabores. Mas como essa sopa virou torta, com textura densa?

A transformação gastronômica, segundo uma das versões, é mérito do primeiro presidente constitucional do Paraguai. Carlos Antônio López adorava a sopa dos índios e pediu a seu cozinheiro, um guarani chamado Machú, que passasse a preparar o caldo para ele.

Só que o chef do presidente acabou pesando a mão na hora de adicionar o milho. Como o patrão estava faminto e não queria saber de esperar, o guarani serviu a “sopa” assim mesmo, bem engrossada, mais sólida que líquida.

Mas, para a sua surpresa, o presidente aprovou a nova textura. E começou a chamar o prato de “sopa paraguaia”. Assim nascia um clássico da cozinha dos nossos vizinhos de fronteira.

Outra versão para explicar a textura do excaldo remete à Guerra do Paraguai. Os soldados paraguaios costumavam carregar sua sopa preferida nos deslocamentos entre os combates.

Mas levar sopa para a guerra não parecia a coisa mais prática do mundo. O líquido vivia caindo durante o transporte e praticamente acabava antes de chegar ao destino. Por isso, os militares tiveram a ideia de acrescentar mais milho.

Fortalecendo a consistência, a refeição corria menos risco de vazar – literalmente. Entre as diferentes versões do prato servidas nos restaurantes do Paraguai e do Mato Grosso do Sul, há opções que incluem o fubá para transformar a sopa em torta.

Mas não se engane: com ou sem fubá, só é uma legítima sopa paraguaia se tiver o milho como ingrediente principal. O resto é imitação.


Crédito da imagem: Monica Kaneko, via Wikimedia Commons