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Muito além do caso com 'Han Solo': Os bastidores da superprodução, segundo a 'Princesa Leia'

Carrie Fisher deixou uma biografia pronta no mês que faleceu, revelando episódios curiosos por trás das câmeras

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/05/2021, às 13h48

Carrie se veste como Leia em ensaio para a 'Rolling Stone' em 1983
Carrie se veste como Leia em ensaio para a 'Rolling Stone' em 1983 - Divulgação / Rolling Stone

Quem teve a oportunidade de acompanhar os arcos originais e os subsequentes de Star Wars sabe a rigidez na realização do filme do diretor George Lucas; os detalhes em cenários, roupas, efeitos especiais — tanto os computadorizados quanto os feitos em película — e até mesmo na trilha sonora puderam dar brilho aos quiméricos personagens eternizados. 

Contudo, se engana quem acredita que os bastidores das obras primas de Hollywood também fizeram questão de manter o rigor.

A atriz Carrie Fisher, que interpretou a Princesa Leia na franquia, deixou uma biografia pronta no mês de seu falecimento, em dezembro de 2016, revelando os mais curiosos acasos na obra "Memórias da Princesa: os Diários de Carrie Fisher", como informou o portal UOL na época.

Dentre as passagens da produção, algumas chamam a atenção pelos pedidos da produção, que tratava de deixar cada personagem nos moldes do roteiro original, apesar de boa parte receber o piso salarial da função, conforme relatado pela atriz.

Fischer ainda teve de se hospedar em uma spa para emagrecimento, para se enquadrar nas roupas de Leia — mas passou ainda mais maus bocados com o famoso penteado lateral.

"Fui para uma clínica de emagrecimento. No Texas (...) Com o coração pesado e o rosto mais pesado ainda, deixei a clínica uma semana depois que entrei (...) Quando começamos a filmar, tentei me manter discreta, para que os chefões não notassem que eu não tinha perdido o peso que deveria. Eu só pesava 50 kg, para começo de conversa, mas carregava metade deles no rosto [em alusão às suas bochechas]", explicou a atriz.

Carrie posa como Princesa Leia com arma da franquia / Crédito: Getty Images

 

Cada momento conta

De acordo com a atriz, a chegada para a realização das madeixas era às 5h da manhã, em todos os dias de gravações, tendo que desfazer ao fim: “Dois apliques eram praticamente soldados dos dois lados da minha cabeça. Chegando tão cedo, eu inevitavelmente dormia na cadeira de maquiagem, uma garota simples, com o cabelo úmido e desarrumado, caindo pouco abaixo do ombro de qualquer camiseta pouco atraente que eu estivesse usando no dia, e acordava milagrosamente duas horas depois transformada”.

O sofrimento para a realização também ocorria nas horas vagas; ganhando 500 libras por semana, Harrison Ford e Carrie tiveram que dormir em um apartamento emprestado de um amigo, relatando um momento onde repousou ao lado do colega de trabalho: “Uma pequena parte de mim sentia que tinha ganhado na loteria dos homens [...]. Deus, ele era lindo”, brincou.

Contudo, apesar da acomodação improvisada e a necessidade de ocupar juntos o local, Fischer explicou que favoreceu o ator: “Harrison tinha esposa e dois filhos em casa e, para sustentá-los, morava na acomodação mais modesta que o estúdio pôde fornecer. Então, quando se tratava de escolher onde iríamos dormir, a escolha ficava rapidamente bem óbvia”, acrescentou a atriz.

Cena de Han Solo com a Princesa Leia na franquia / Crédito: Divulgação / LucasArts

 

Momentos de descontração

Apesar da rigidez da produção, as horas vagas permitiram situações cômicas entre os membros do elenco; um deles, contado pela artista no livro, confirmou ter usado cannabis com o intérprete de Han Solo: “Apesar de haver especulações sobre meu consumo de drogas durante 'Star Wars', não usei nada além de maconha de Harrison nos finais de semana durante aquele primeiro filme”.

Contudo, ela explica que não teve bons momentos em decorrência da experiência: “Depois disso, não consegui mais fumar maconha. Ela tinha um efeito tão potente e devastador em mim que nunca mais usei essa droga de novo. [...] Infelizmente, não posso.É a perda de memória que vem do consumo de maconha. [...] É isso que rouba toda e qualquer lembrança vívida e esmagada sob seu calcanhar de fumaça”, concluiu Carrie.


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