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As teorias e descobertas de Stephen Hawking

Reconhecido por diversos títulos, medalhas e honrarias, o britânico foi um dos maiores e mais renomados cientistas do século

Raphaela de Campos Mello Publicado em 16/01/2022, às 09h00

Fotografia de Stephen Hawking
Fotografia de Stephen Hawking - Getty Images

Em 1990 foram feitos os primeiros experimentos demonstrando indiretamente, mas com alto nível de confiabilidade, que buracos negros de fato existiam. Esses estudos se basearam em observações de um corpo celeste chamado Cygnus X-I. Este, por sinal, gerou uma aposta amigável entre Stephen Hawking e Kip Thorne, em 1974, com Hawking apostando que não se tratava de um buraco negro. Contudo, o cosmólogo foi obrigado a reconhecer que tinha perdido a disputa em 1990, depois de os dados observacionais fortalecerem a hipótese de haver uma singularidade gravitacional no sistema. 

No ano de 2008, o maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor Elétron-Pósitron (LHC, na sigla em inglês), foi inaugurado na Suíça. Gerou-se ali uma grande expectativa de que miniburacos negros seriam criados, provando, na prática, a teoria de Hawking. Se isso tivesse acontecido, provavelmente o britânico teria recebido o Prêmio Nobel. Mas não foi o caso. O LHC não permitiu comprovar sua proposição e a honraria sueca lhe escapou.

Em 2019, o Event Horizon Telescope (EHT), uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta, surpreendeu o mundo e agitou a comunidade científica com a primeira imagem real de um buraco negro. Localizado no centro da galáxia M87, a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, ele tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro — cerca de 3 milhões de vezes o tamanho do planeta.

Já no ano de 2020, o  Parceiro científico de Hawking, o britânico Roger Penrose ganhou o Nobel de Física por mostrar que a Teoria Geral da Relatividade de Einstein leva à formação de buracos negros. Ele partilhou o prêmio com o alemão Reinhard Genzel e com a norte-americana Andrea Ghez, pela descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro de nossa galáxia. Um buraco negro supermassivo é, hoje, a única explicação conhecida para isso.