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Terra arrasada: quando desistir é a melhor opção

Utilizada em grandes guerras, a tática foi empregada por tropas russas, nazistas e napoleônicas

Caio Tortamano Publicado em 29/11/2019, às 19h00

Tropas nazistas marchando na Polônia
Tropas nazistas marchando na Polônia - Getty Images

Às vezes, saber reconhecer uma derrota pode ser o maior triunfo de uma nação durante um conflito armado. Não foram poucas as vezes que nações que bateram em retirada e conseguiram remanejar suas tropas e se organizar a fim de virarem suas situações.

Uma das táticas que mais prejudicou Napoleão Bonaparte durante as Guerras Napoleônicas foi uma tática conhecida como "terra arrasada". A manobra consistia basicamente em destruir tudo que pudesse ser utilizado a favor de um inimigo quando a tropa fugitiva estivesse em retirada.

Napoleão Bonaparte / Crédito: Getty Images

 

O mais notório episódio em que o recurso foi utilizado foi durante a incursão das tropas de Napoleão na Rússia. O czar Alexandre I, reconhecendo que suas forças armadas não seriam capazes de segurar as tropas francesas por muito tempo, ateou fogo no interior russo e supostamente também queimou a cidade inteira de Moscou.

Praticamente abandonado, o exército francês foi obrigado a se estabelecer no local e, com a falta de suprimentos, teve que enfrentar a fome, tanto na chegada em Moscou como na volta para a França - durante o percurso, Napoleão enfrentou mais terras arrasadas.

Czar Alexandre I / Crédito: Getty Images

 

100 anos após o fracasso de Napoleão, os soviéticos utilizaram essa tática em outro conflito. Na Segunda Guerra, quando as tropas nazistas começaram a invasão à União Soviética, uma nova forma de terra arrasada foi utilizada, e foi tão efetiva quanto.

Ao invés de queimarem campos ou cidades, as tropas da URSS danificaram torres de transmissão, linhas telefônicas e destruíram pontes e ferrovias para que toda movimentação dos nazistas se tornasse precária.

Aprendendo com as próprias derrotas, os nazistas fizeram algo semelhante enquanto batiam em retirada da União Soviética. Queimando pequenas cidades e campos, roubando alimentos dessas populações e destruindo por completo bases usadas pelos soviéticos.

Os nazistas ainda afirmaram que a tática foi realizada como uma ação preventiva para evitar que os soviéticos roubassem comida e alojamento dos seus próprios civis. O mais provável ocorrido foi a tentativa dos alemães de atrasarem o exército russo forçando-os a tentarem prestar ajuda aos cidadãos russos afetados.


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