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Tumulto e barreira: O dia em que príncipe Harry conheceu a Cracolândia

O neto da rainha Elizabeth II conheceu mais famoso centro de comercialização de drogas da capital paulista em 2014

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 19/09/2021, às 09h00

Harry observa projeto social em visita à Cracolândia
Harry observa projeto social em visita à Cracolândia - Divulgação / YouTube / Estadão

Em 2014, o Brasil sediava a Copa do Mundo de Futebol, recebia turistas de todo o planeta para acompanhar o torneio coletivo. Tal ocasião foi prestigiada por celebridades, figuras públicas de relevância histórica e até mesmo um membro da família real britânica.

O príncipe Harry acompanhava os jogos da seleção da Inglaterra e aproveitava o tempo livre para conhecer melhor as terras tupiniquins. 

Primeiro, pousou em Brasília no dia 23 de junho daquele ano para assistir Brasil e Camarões e visitar um hospital de reabilitação. No dia seguinte, acompanhou o jogo dos ingleses em Belo Horizonte e ainda conheceu atletas no Minas Tênis Clube.

Porém, o auge da passagem foi em São Paulo, quando recebeu o convite do então prefeito da capital, Fernando Haddad, para uma situação nova em sua vida.

O político convidou o jovem para conhecer o programa Braços Abertos, que havia sido instaurado no começo daquele ano para recuperar usuários de drogas espalhados pelas ruas da Cracolândia e oferecer alimentação, moradia e remuneração para realizar a limpeza pública na região.

Harry aceitou o convite e, na manhã do dia 26, estava no maior centro de drogas da megalópole.

Harry cumprimenta Haddad após chegada / Crédito: Divulgação / YouTube / Estadão

 

Ponto das drogas

De acordo com a cobertura do portal G1 na época, a visita foi acompanhada pelo então secretário da Segurança do município, Roberto Porto, além de um intérprete. Apesar da fama da pontualidade britânica, o herdeiro de Charles chegou 45 minutos atrasado, fazendo com que a duração do curioso passeio diminuísse para adequar a agenda oficial.

Com um cordão de isolamento feito com policiais militares e membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM), a imprensa presente teve de se aglomerar em meio a segurança, trabalhadores da região e até usuários que tentavam observar o britânico. 

No famoso bairro da Santa Efigênia, o prefeito passeou até a sede do projeto de recuperação, limitando as entradas da imprensa e até mesmo participantes que tentavam interagir com o filho de Charles. Do lado de fora, usuários visivelmente alterados tentavam furar o bloqueio policial para interagir com o príncipe.

Em decorrência aos problemas com dependentes químicos, a orientação da guarda pessoal do filho de Lady Di foi recolher-se ao veículo que o trazia, encerrando a visita antes do previsto.

Harry entrando no edifício onde o projeto Braços Abertos era organizado / Crédito: Divulgação / YouTube / Estadão

 

Motivo da visita

Logo após a ida do neto de Elizabeth II, os membros da administração presentes dedicaram um tempo para explicar o porquê da visita em uma região conhecida pelos distúrbios e domínio do crime.

Porto disse em entrevista coletiva que a recepção do inglês foi positiva, manifestando curiosidade com o funcionamento do centro de recuperação.

Pelo contato que tive, que foi limitado, ele gostou do que viu. Ele quis saber a lógica de se ter um local monitorado com as pessoas continuando a venda de crack", explicou o secretário ainda no local.

Haddad revelou que o intuito era ainda mais profundo. Tratava-se de uma oportunidade de divulgar um programa recém-criado, não apenas para o príncipe, mas para toda a imprensa atraída com sua chegada, exemplificando que programas como o apresentado é replicado por todo o mundo, visto que o problema das drogas é presente inclusive em países desenvolvidos.


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