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A Última Ceia: Conheça os símbolos ocultos no mais famoso quadro de Da Vinci

Leonardo Da Vinci foi um dos maiores gênios a passar pela Terra. Teria ele deixado significados ocultos em suas obras?

Vinícius Buono Publicado em 03/09/2019, às 12h00

O famoso quadro de Leonardo Da Vinci
O famoso quadro de Leonardo Da Vinci - Reprodução

A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci, é uma das pinturas mais famosas da história. Junto com a Mona Lisa, são as obras magnas de um dos homens mais talentosos que já passou pela Terra.

Não se sabe exatamente quando Da Vinci trabalhou nele, mas especula-se que tenha sido por volta de 1495 a 1498. A Última Ceia mostra o incômodo entre os apóstolos diante da revelação, por Jesus, de que algum deles irá traí-Lo.

Existe toda uma simbologia oculta no quadro, como em todos de Da Vinci. O livro O Código Da Vinci, de Dan Brown, mistura fantasia e realidade na hora de falar sobre esses mistérios, principalmente os da Mona Lisa.

Ainda assim, A Última Ceia também não fica atrás, levantando debates até hoje acerca dos significados dos diversos elementos presentes na obra. 

Confira alguns desses mistérios.

Maria Madalena

No lugar mais importante da mesa, à direita de Jesus Cristo, três de seus seguidores estão reunidos. Um deles é aceito como o Apóstolo João, tido como aquele que Jesus amou. No entanto, seus cabelos longos, figura esguia e um grande pingente no peito levam muitos a acreditar que seria, na verdade, Maria Madalena

Naquela época (e até hoje), nem todos queriam acreditar que uma mulher — uma prostituta, ainda — estaria à direita de Jesus. Por isso, a explicação que encontraram foi a de que seria João.

Alguns rejeitam essa ideia dizendo que Maria Madalena era reverenciada, principalmente pela Ordem Dominicana, a quem Da Vinci fez a pintura. Dizem, também, que não teria porque escondê-la, já que ela é representada em outros quadros semelhantes. João teria características efeminadas por causa do estilo do artista.

Judas Iscariotes

Segundo consta, Judas foi a principal causa do atraso na conclusão da obra porque Da Vinci não conseguia dar a ele uma face que lhe agradasse. Acabou saindo como um estereótipo da época: a pele mais escura e o nariz curvo e avantajado eram uma maneira pejorativa de retratar os judeus.

Ele também parece ter derrubado um pote de sal, algo que dá azar. Outro significado mais obscuro tem a ver com o pão. No evangelho segundo São Mateus, Jesus diz que o traidor é aquele que molhar as mãos na tigela junto com ele. No quadro, as mãos de Judas e de Jesus parecem se direcionar para o mesmo recipiente, ao mesmo tempo.

O copo dele é o único que tem leite e não vinho, indicando que ele não está no mesmo patamar daqueles que bebem o Sangue de Cristo.

Numerologia

Da Vinci não era devoto e, por muitas vezes, entrava em choque com a Igreja, já que seus trabalhos valorizavam muito mais a figura humana em detrimento do divino. Acusações de homossexualidade também afastavam-no do Clero e, consequentemente àquela época, de Deus.

Por isso, muitos entendem que a maneira que os personagens estão dispostos, em dois grupos de três, Jesus no centro e mais dois grupos de três do outro lado, algo como 3-3-1-3-3.

Isso seria uma referência ao livro bíblico das Lamentações, 3:31-33. A passagem diz: "Porque o Senhor não o desprezará para sempre. Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível". Aplica-se à vida do próprio Da Vinci e à esperança que ele teria de ser perdoado por Deus.