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Último presidente da ditadura militar: o governo de João Figueiredo, segundo obra

Me esqueçam: Figueiredo - A biografia de uma Presidência, de Bernardo Braga Pasqualette revela os bastidores do governo do último representante do regime militar no Brasil

Victória Gearini Publicado em 28/02/2021, às 12h28

João Figueiredo, o último presidente da ditadura militar
João Figueiredo, o último presidente da ditadura militar - Divulgação

“Eu dava um tiro na cuca”. Esta foi a frase dita por João Figueiredo, em 1979, ao ser questionado por um menino sobre os rumos do salário mínimo. Ao longo de seu governo, o último presidente da ditadura militar brasileira, ficou conhecido pelas suas declarações polêmicas . 

Sem preparo algum, o ex-presidente governou o país entre 1979 e 1985. Inicialmente, o seu plano de governo visava popularizar a imagem do ditador. No entanto, o militar não possuía nenhum carisma, pelo contrário, era ríspido e grosseiro.

Apaixonado por equitação e praticante de hipismo, Figueiredo chegou a declarar que preferia o “cheiro do cavalo” do que o próprio povo brasileiro. Contudo, dono de uma personalidade controversa, o último presidente da ditadura prometeu em sua cerimônia de posse: "Hei de fazer desse país novamente uma democracia."

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Me esqueçam: Figueiredo - A biografia de uma Presidência (2020) / Crédito: Divulgação / Editora Record

A partir dessa declaração, o homem anistiou diversos oponentes políticos e chegou a declarar: “O povão que poderá me escutar será talvez os 70% de brasileiros que estão apoiando o Tancredo. Então desejo que eles tenham razão, que o doutor Tancredo consiga fazer um bom governo para eles”. 

Figueiredo sabia que os dias do regime militar estavam contados, portanto, seu governo temporário protagonizou os desdobramentos finais da ditadura. Diante das frequentes oscilações de humor e as declarações problemáticas, encerrou um de seus discursos pedindo para que o povo o esquecesse. 

Diante deste pedido, o militar privou, por anos, que os estágios finais da ditadura fossem contados. Contudo, a biografia Me esqueçam: Figueiredo - A biografia de uma Presidência, de Bernardo Braga Pasqualette resgatou o período compreendido ao seu mandato.

Lançada em novembro de 2020 pela Editora Record, esta obra apresenta os bastidores dos últimos anos do regime militar brasileiro. Além disso, busca compreender a complexa personalidade do último presidente deste regime autoritário. 

A partir de uma pesquisa minuciosa, o autor teve acesso a documentos inéditos e registros de processos judiciais da época. A obra conta, ainda, com diversas entrevistas exclusivas, como José Sarney, Delfim Netto, Fernando Henrique Cardoso, Ernane Galvêas,Carlos Langoni, Alfredo Karam e Elio Gaspari.

Disponível na Amazon em formato Kindle e capa comum, em suma, esta biografia trata-se de um dos registros históricos mais completos sobre os estágios finais de um dos períodos mais sombrios da história nacional. 

Confira abaixo um trecho de Me esqueçam: Figueiredo - A biografia de uma Presidência (2020):

— Não foi a ditadura, tampouco foi democracia. A sua principal tarefa vai ser descobrir o que foi.

Assim o jornalista Elio Gaspari de mim se despediu ao término do nosso primeiro encontro. Autor dos cinco volumes da série Ditadura — influência decisiva em minha decisão de escrever este livro —, sua assertiva colocação me causou certa estranheza, pois a princípio me parecia um tanto quanto óbvio que o período em que o general João Baptista Figueiredo esteve à frente do país havia sido uma ditadura — talvez mais branda, mas ainda uma ditadura tal qual eu compreendia o termo.


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