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Utopia urbanística: a Peste Negra influenciou da Vinci a imaginar a cidade ideal

Diante dos horrores da grande Peste, o artista teve uma ideia que, infelizmente, não foi finalizada

Redação Publicado em 19/07/2020, às 08h00

O artista e a "obra"
O artista e a "obra" - Divulgação/Youtube/Arquitetura e Urbanismo

Renascimento, final do século 15. Em Milão, o artista, cientista e engenheiro Leonardo da Vinci desenhava partes da cidade que desejava construir. A “utopia urbanística” era tema central de debates. Ricas famílias comandavam as cidades-estado independentes que eram a Itália.

Enquanto a cidade ideal seria aquela que celebrasse o governo do príncipe, a cidade real era onde reinava o insalubre. A população, para a época, era enorme. Em Milão, eram quase 100 mil pessoas. A maioria, pobres. Nas ruas estreitas e escuras, o lixo se espalhava. Não havia encanamento e a água era contaminada.

O resultado não poderia ser diferente: as pestes mataram milhares de pessoas. Da Vinci não chegou a conceber um modelo pronto e acabado da “cidade-solução”, mas seus desenhos foram reunidos.

Conheça os detalhes do projeto do artista

Ventilação 

Áreas amplas em palácios seriam belas, mas também serviriam para que o ar circulasse livremente. O objetivo era atingir um nível adequado de salubridade, já que Milão enfrentava constantes pestes, que mataram mais de 10 mil pessoas até a época em que Da Vinci viveu, o século 16. Já as vias em nível alto, mais amplas e com parques, seriam para uso da nobreza.

Os canais

Vias fluviais eram importantes, como as ruas para a comunicação e a agricultura. Canais artificiais eram conectados a um canal principal. A proposta era um sistema independente do sistema de ruas. A regulagem do fluxo seria feita por meio de comportas.

Estábulos
A localização dos cavalos também foi planejada por Da Vinci nos mínimos detalhes: sulcos na terra dentro dos espaços formariam uma pequena rede de canais para onde a sujeira deveria escoar e manteriam o local limpo.

A estrutura da cidade conectaria as elevações e os canais como forma de evitar as enxurradas dos rios, assim a água não ficaria concentrada em lugar nenhum.

Privilégios

Os palácios teriam uma estrutura aristocrática. No primeiro andar, viveria a família do proprietário, cuja entrada seria pelo andar de cima.

As vias em nível baixo serviriam para o fluxo de mercadorias, pessoas comuns e animais de carga. Segundo o estudioso M.C. Hall, autor do livro Leonardo da Vinci, os pensadores da época não levavam muito em conta os pobres. O andar de baixo seria para os empregados, a exemplo da cozinha e do armazém.


Confira o vídeo abaixo para entender o esboço do artista.


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