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Vai virar filme: 5 tópicos para entender o insólito assassinato de Maurizio Gucci

O crime que escandalizou o mundo da moda inspirou o mais novo filme “House of Gucci”, estrelado por Lady Gaga

Victória Gearini Publicado em 13/03/2021, às 09h00

Personagens da vida real (à esqu.) e personagens do filme (à
Personagens da vida real (à esqu.) e personagens do filme (à - Divulgação / Youtube/ Canal Rai

Em 1995, o mundo da moda foi escandalizado pelo brutal assassinato de Maurizio Gucci, herdeiro da famosa grife. Na época, o caso foi amplamente noticiado pela imprensa e revelou, ainda, que o insólito crime tinha sido orquestrado pela sua ex-esposa, Patrízia Reggiani. 

Os fatos mirabolantes são retratados no filme dirigido por Ridley Scott, previsto para estrear em novembro de 2021. Intitulada “House of Gucci” (A Casa de Gucci, em tradução livre) a trama conta com a ilustre participação da cantora e atriz Lady Gaga, interpretando a mandante do crime.

Maurizio Gucci foi interpretado por Adam Driver. Outros grandes nomes de Hollywood foram cotados, como Al Pacino, Jared Leto, Jack Huston, Reeve Carney e Jeremy Irons.

Baseada na obra de 2001, “A Casa de Gucci: Uma História Sensacional de Assassinato, Loucura, Glamour e Ganância”, de Sara Gay Forden, a produção promete revelar, ainda, os insólitos bastidores do crime e as consequências do assassinato que escandalizou a década de 1990.

Pensando nisso, o site Aventuras na História selecionou 5 fatos sobre o crime que virou filme.

Confira abaixo.

1. Como o crime foi descoberto?

O dia 27 de março de 1995, parecia mais um dia comum de trabalho. No entanto, o que Maurizio Gucci não sabia, é que naquela fatídica manhã, sua vida seria abruptamente interrompida. Quando chegava em seu escritório, o herdeiro foi alvejado por três tiros fatais nas costas, que o levaram à morte

Maurizio Gucci, neto do fundador da marca Gucci / Crédito: Divulgação / Youtube / RAI

 

Na época, o caso foi amplamente noticiado pela imprensa internacional e sua ex-esposa, Patrízia Reggiani, foi apontada como a mandante do crime. Segundo repercutido pelo UOL, o matador de aluguel Benedetto Ceraulo foi condenado à prisão perpétua. Além disso, outras três pessoas foram julgadas e condenadas pela participação no assassinato.  

Segundo o livro de Sara Gay Forden, o crime foi descoberto por Gabriele Carpanese, quando Ivano Savioni — o intermediário — revelou os detalhes do plano que culminou na execução do herdeiro da Gucci. Após as declarações, a informante acionou as autoridades que logo passaram a investigar a ex-companheira do empresário italiano. 


2. O escândalo e a imagem da grife

Maurizio Gucci era neto dos fundadores da famosa grife e por anos esteve à frente dos negócios da família, como diretor da empresa. Contudo, pouco antes de ser assassinado, o empresário se afastava da direção da marca. 

Devido a repercussão do crime, o até então diretor criativo do Gucci Group, Tom Ford, temia que o caso pudesse comprometer a imagem corporativa da grife. No comando da empresa, o homem travou uma luta contra o tempo para não manchar o nome da marca.


3. O ciúmes possessivo

Maurizio e Patrízia foram casados durante 15 anos, e durante um tempo eram conhecidos pela mídia como o "casal de ouro" da alta sociedade italiana. Contudo, nada disso impediu a mulher de orquestrar a morte do próprio marido.

O casamento de Maurizio e Patrízia / Crédito: Divulgação/Youtube/RAI

 

Embora as motivações do crime ainda hoje sejam um mistério, na época, a imprensa especulou que o ciúmes excessivo e possessivo da mulher teria a motivado a encomendar a morte do herdeiro. De acordo com o UOL, após se recuperar de um câncer no cérebro, ela teria descoberto que o italiano estaria se envolvendo com uma moça mais nova. 

"Naquela época, estava convencida de que alguém como Maurizio não merecia viver. Por quê? Nunca contarei", revelou Patrízia em entrevista ao jornal italiano Il Giornale, em 2014.


4. Incentivo de uma conselheira espiritual

Segundo o UOL, a mandante teria ficado furiosa após descobrir o novo relacionamento de Maurizio e, portanto, teria pedido a ajuda de vários conhecidos para organizar a morte do ex-marido. Em primeiro momento, ninguém acreditou que ela, de fato, fosse fazer isso. 

No entanto, a história mudou, quando ela procurou a sua amiga, Pina Auriemma. A vidente e conselheira espiritual a incentivou a seguir com o insólito plano. De acordo com as investigações, a mulher teria sido responsável, ainda, por contratar os assassinos de aluguel.  


5. A liberdade e a pensão 

A mandante do crime foi condenada a 26 anos de prisão. Já em 2011, ela recebeu uma oferta de liberdade, mas recusou. Segundo o portal UOL, a imprensa italiana noticiou que a viúva estava assustada com a ideia de que teria que trabalhar para sobreviver fora da cadeia. 

Patrizia Reggiani / Crédito: Divulgação / Youtube / RAI

 

Dois anos depois, ela foi libertada sob alegação de bom comportamento, após cumprir 17 anos de condenação. Além disso, o juiz determinou que o acordo firmado entre ela e o marido, antes do assassinato, deveria ser rescindido. Portanto, ela voltou a receber a pensão estipulada em 1 milhão de euros ao ano — além de outros 24 milhões de euros atrasados.

Vale ressaltar, que embora a Justiça tenha condenado Patrízia pela morte do marido, a mulher nunca se declarou culpada pelo crime.


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