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Venda de esposas e fotos de mortos: 5 curiosidades inacreditáveis sobre a Era Vitoriana

A sociedade, tomada por costumes específicos, apresentou diversas narrativas durante o reinado da Rainha Vitória

Giovanna de Matteo Publicado em 10/10/2020, às 09h00

Representação da venda de esposas // Um casal ao lado da filha morta
Representação da venda de esposas // Um casal ao lado da filha morta - Wikimedia Commons

A era vitoriana foi o período que compreendeu o reinado da rainha Vitória, no Reino Unido, em meados do século 19. A população que vivia na Inglaterra naquela época seguia de crenças absolutas.

Apesar disso, O período ficou muito conhecido por suas regras e costumes bastante curiosos e insólitos. Sabendo disso, o site Aventuras na História separou 5 curiosidades surpreendentes sobre a era.

1. Venda de esposas através de leilões

Representação da venda das esposas / Wikimedia Commons

 

Sabemos que o protestantismo inglês basicamente nasceu porque um rei, Henrique VIII, foi impedido pelo papa de se divorciar, criando assim um nova ordem da religião onde ele permitiria o ato de separação. Mas parece que o direito ao divórcio não teria chegado para toda a população.

A venda de esposas surgiu no final do século 18, época em que a ruptura do casamento ainda era restrita à ingleses ricos. Assim, o povo mais humilde pareceu ter encontrado uma forma de se livrar de suas esposas dentro de transações ilegais.

Leilões eram organizados em espaços públicos, onde o marido levava sua esposa ao local arquitetado para a venda, e a amarrava com uma corda ao redor do pescoço, cintura ou pulso, onde ficava exposta aos compradores. Em muitos casos, a venda podia até mesmo ser anunciada em jornais locais, onde tudo era acertado com quem desejava a mulher, antes mesmo do dia do leilão.

2. Roupas mortais

A bailarina britânica Clara Webster morreu quando seu vestido pegou fogo no teatro Drury Lane / Crédito: Divulgação

 

Na Era Vitoriana, existia a real possibilidade de que uma roupa pudesse te levar a óbito. Muitas vestimentas da época poderiam conter componentes tóxicos, inflamáveis e de alto risco, como o algodão branco esvoaçante. Além disso, houve muitos incidentes com uso de chapéus, acessório obrigatório para completar o visual vitoriano, que na época eram feitos com mercúrio.

Há registros de fabricantes da época usavam pigmentos venenosos que podiam causar inúmeras feridas e danificação na pele, além de náuseas, diarreia e dores de cabeça na população.

Outro problema enfrentado era a infestação de pulgas, piolhos e outros parasitas vetores de doença como tifo, que geralmente eram encontrados nas mudas de roupas ou se alocavam nas saias das mulheres quando essas esbarravam em lama e nas ruas sujas da Inglaterra daquele período.

3. O luto como algo sacro

O rigor e a formalidade faziam parte do cotidiano vitoriano. Assim, vários rituais foram criados àquela época. Um deles ficou famoso pela celebração do luto. As pessoas temiam a morte e sentiam que, para honrar aqueles que partiram, deveriam estar em luto em qualquer lugar, seja quais fossem as situações. Assim, foram popularizadas diversas regras a respeito da morte e do luto.

O primeiro foi o uso indiscutível de roupas e acessórios pretos. O tempo em que se usaria preto dependia da sua relação com o morto, podendo durar meses. Nenhum homem ou mulher poderia participar de eventos sociais até que o luto acabasse.

Em outros contextos, havia regras e superstições diferentes. Ao encontrar uma procissão fúnebre, era preciso virar de costas. Outro ato era o costume de prender a respiração enquanto passavam por um cemitério.

4. O bizarro manicômio Bethlehem Royal

Um dos mais antigos do mundo, o manicômio usava uma tática para exibir pacientes que, segundo o local, foram tratados e curados. Para isso eles divulgavam fotos dos pacientes de antes e depois de entrarem na clínica.

O “The Bedlam Asylum” ficou famoso por possuir conhecimentos rústicos sobre saúde mental, e por exercer tratamentos diferenciados. Um desses métodos consistia em pendurar os pacientes em cadeiras de cabeça para baixo e deixá-los girando por algumas horas, no qual era chamado de terapia rotacional.

5. Foto eterna

Na Era vitoriana o ato de fotografar pessoas já mortas era comum. Na tentativa de eternizar a imagem daqueles que partiram, os mortos eram fotografados junto com seus parentes vivos. Na hora da fotografia muitos familiares se reuniam, enquanto estruturas de madeira e metal eram colocadas no cadáver, para que simulasse a aparência de uma pessoa viva.

O ato foi feito pela primeira vez por um pedido da Rainha Vitória, que após a morte de seu marido, príncipe Albert, requisitou que o homem fosse fotografado, para que permanecesse para ela como uma lembrança.


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