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A vida íntima de Nefertiti, a rainha mais bela do Egito Antigo

Durante o governo de Akhenaton, seu marido, a monarca se destacou e conquistou o povo com empatia e carisma

Nicoli Raveli Publicado em 09/04/2020, às 09h00 - Atualizado às 10h30

Reprodução da rainha feita a partir da descoberta de seu busto
Reprodução da rainha feita a partir da descoberta de seu busto - Getty Images

Nefertiti, que significa a chegada da mais bela, nasceu em 1380 a.C. e, após se casar com o faraó Amenhotep IV, mais conhecido como Akhenaton, tornou-se a rainha egípcia mais adorada da 18° dinastia durante o século 14.

Mesmo sendo famosa e chamando atenção devido a sua beleza, pouco se sabe sobre sua vida íntima. Há pesquisadores que entram em conflito até mesmo quando o assunto é sua origem familiar.

Entretanto, de acordo com estudos mais recentes, a teoria mais aceita é de que Nefertiti era filha de Ay, irmão da rainha Tiye. Dessa maneira, sua família tinha ligação direta com Akhenataton, já que a mulher era mãe do faraó.

Estátua de Akhenaton / Crédito: Getty Images

 

Não obstante, Nefertiti e o rei eram primos e estavam destinados ao matrimônio desde crianças. Todavia, as informações sobre sua mãe também são questionadas e não se sabe ao certo quem era. Alguns pesquisadores acreditam que, na verdade, a monarca Tiye era mãe de Nefertiti, o que tornaria ainda mais próximo o laço familiar entre Nefertiti e Akhenaton.

O casamento com o faraó e o governo

Após o casamento, a mulher deu à luz seis meninas. Porém, três delas morreram ao longo do reinado de seu pai ao contraírem a peste da malária, a então conhecida doença mágica. Mais tarde, a quarta filha morreu após um afogamento. 

Amenhotep IV e Nefertiti com os filhos / Crédito: Wikimedia Commons 

 

O jovem tinha duas esposas, mas a que se sobressaia e possuia o título de Grande Esposa Real, era Nefertiti. "Na implementação da nova religião, Nefertiti teve um papel fundamental", afirma a historiadora Anna Cristina Ferreira de Souza, da Universidade Federal Fluminense.

A rainha teve grande destaque no governo de nove anos de seu marido. Entre suas conquistas, está a disseminação do monoteísmo, uma vez que o casal era responsável pelos cultos e representava o movimento. Dessa maneira, Nefertiti era a única que podia estabelecer uma conexão direta com o Athon, o rei sol, o que resultou em um fortalecimento da relação com parte da população.

O desaparecimento da rainha

Devido a sua popularidade, há historiadores que afirmam que a monarca foi assassinada por sacerdotes que se posicionavam contra o monoteísmo, já que muitas pessoas não apoiavam a religião egípcia ligada a um único deus. 

Outros acreditam que ela tenha acumulado ainda mais poder após tornar-se co-regente de Akhenaton. "Embora o assunto permaneça controverso, atualmente a opinião de que ela tenha governado como rainha única é cada vez mais aceita", disse o egiptólogo Brancaglion.

O busto de Nefertiti / Crédito: Getty Images

 

"Nefertiti contava com grande empatia e carisma entre a população, dando alguma popularidade ao culto de Aton (novo e único deus), combatido pelos poderosos sacerdotes egípcios, que preferiam os deuses tradicionais", afirmou a historiadora Deborah Vess, da Universidade de Geórgia, nos Estados Unidos.

Todavia, seu desaparecimento ainda é um mistério, já que poucas escrituras obtêm informações sobre o período após o término do reinado e a morte de seu marido. Mesmo assim, alguns especialistas apontam que a rainha faleceu em 1345 a.C. Após sua morte, o Egito foi governado pelo jovem Tutancâmon, que assumiu o cargo aos 9 anos de idade.

O achado histórico

O Busto de Nefertiti no museu em Berlim / Crédito: Divulgação 

 

Em 1912, uma equipe arqueológica da Sociedade Oriental Alemã encontrou o busto de Nefertiti. O artefato, que é feito de calcário e tem cerca de 3.400 anos de idade, foi localizado na oficina do escultor Tutmés, na cidade de Amarna, Egito.

 Após a descoberta, o objeto foi classificado como a principal referência à beleza e ao autocontrole da rainha durante o período do Egito Antigo. No momento, a obra encontra-se no Museu Neues de Berlim, na Alemanha.


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