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Virou produção da Netflix: o insano caso Anna Sorokin em 5 curiosidades

‘Inventing Anna’ contará a história da mulher russa que aplicou inúmeras fraudes na elite de Nova York

Larissa Lopes, com supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 06/03/2021, às 18h10

Anna Sorokin em tribunal
Anna Sorokin em tribunal - Divulgação/Programa Domingo Espetacular

Anna Sorokin, hoje com 30 anos, é conhecida por ter orquestrado um escândalo de fraude no valor de centenas de milhares de dólares. Seu caso estourou em 2017 e foi repercutido em diversas reportagens na mídia americana no ano seguinte.

Agora, a história que descreve como enganou a elite de Nova York virou uma série da plataforma de streaming Netflix, com o título ‘Inventing Anna’. A criadora será ninguém menos que Shonda Rimes, e está prevista para o fim de 2021.

Pensando nisso, o site Aventuras na História preparou uma lista com 5 fatos que você precisa saber sobre o caso.

1. Perfil ‘patricinha’

Anna Sorokin é russa e, por ter morado em diversos lugares do mundo, fala cinco línguas: o russo — sua originária —, alemão, francês e inglês. A habilidade poliglota, junto a sua postura jovem, bem vestida e sorridente, fizeram com que ela fosse a ‘queridinha’ da elite de Nova York, para onde se mudou em 2014, aos 23 anos.

Para encarnar uma nova personagem, ela passou a se apresentar como Anna Delvey, a herdeira alemã de uma fortuna de 60 milhões de euros — o equivalente a R$ 261 milhões, como noticiou a BBC. Seu pai trabalhava como caminhoneiro, mas Anna sustentava a versão de que ele era diplomata.

Foto de Anna Sorokin, no Instagram, em um jantar caro / Crédito: Divulgação/Instagram

 

Já nas redes sociais, ela mostrava um passaporte carimbado pelo mundo, com destinos como Áustria, Alemanha, Paris, Veneza e Miami.

2. Elite

Aos 28 anos, a “falsa herdeira” passou a levar uma vida de luxo e ostentação em Nova York, longe de sua família — que não tinha um tostão. Hospedava-se em hotéis cinco estrelas, marcava presença em festas exclusivas, comia em restaurantes finos e fazia compras nas lojas mais caras com amigos da elite estadunidense. O hábito de distribuir gorjetas generosas aos funcionários também sustentou a ‘existência’ de uma herança. 

Anna (à dir.) em um dos eventos exclusivos que participava com a elite / Crédito: Getty Images

 

Para pagar tudo isso, Anna começou a aplicar golpes, em novembro de 2016, com cartões de crédito forjados e cheques sem fundo. Ninguém escapava de sua fraude: hotéis, bancos, lojas, empresas e amigos foram prejudicados.

Na hora de pagar a conta de um restaurante, por exemplo, dizia aos amigos que havia esquecido a carteira em casa. Ou, em caso de hotel, dava um cheque sem fundo e desaparecia.

3. Golpes

Como Anna tinha um ótimo conhecimento das artes plásticas, a desculpa para pedir dinheiro ‘colou’ facilmente. Em bancos, ela pediu empréstimos para abrir um clube privado de arte que se chamaria Fundação Anna Delvey, como repercutido pela BBC. Assim, ela juntava um bom dinheiro baseado em fraudes. 

Em agosto de 2017, porém, Anna já estava no foco da polícia em função dos rastros que deixava em diversos empreendimentos. Assim, no mesmo ano, fora presa na ilha de Rikers, onde há o principal complexo carcerário de Nova York. De acordo com a BBC, ao longo de dez meses Anna acumulou a quantia de 275 mil dólares, pouco mais de 1 milhão de reais.

4. Julgamento

O período para sua condenação durou quase um mês e só veio a acontecer em 2019. Nas audiências, Anna Sorokin usou roupas de grifes como Yves Saint Laurent e Miu Miu só para não perder a pose. Conforme repercutido na época pelo programa Domingo Espetacular, da Record, a mulher teria conquistado um ‘admirador secreto’ que bancou essas regalias.

Anna Sorokin durante seu julgamento, em 2019 / Crédito: Divulgação/Programa Domingo Espetacular

 

Em abril de 2019, a falsária recebeu a sentença de quatro a doze anos de prisão, pelo procurador de Manhattan, Cyrus Vance. "Como provado no julgamento, Anna Sorokin cometeu verdadeiros crimes de colarinho branco durante sua longa farsa", declarou Vance, em comunicado que anunciou a pena.

Durante o julgamento, Sorokin ainda sustentava a versão de que era inocente e decidiu não testemunhar. Contudo, antes de receber a pena, ela disse: "Peço desculpas pelos erros que cometi".

5. Liberdade?

A pena da condenada também respingou em dinheiro. Anna teve de pagar uma multa de 24 mil dólares — o equivalente a R$ 94 mil — e uma restituição aos afetados por seus golpes de 199 mil dólares, o que resulta em cerca de R$ 785 mil. No julgamento, ficou decidido que seu tempo presa dependeria do comportamento. 

Como não gerou mais problemas, Anna está em liberdade desde o mês passado — ela cumpriu apenas três anos e meio de prisão. 

Na época de seu julgamento, muito se discutiu sobre o risco que ela corria de ser deportada para a Alemanha — assim que liberada —, já que seu visto americano havia vencido. Ainda não se sabe qual será o novo lar da falsária.


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