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Fóssil de 41 milhões de anos revela moscas acasalando

Encontradas dentro de um âmbar, a resina fóssil preservou os insetos exatamente como estavam

Penélope Coelho Publicado em 06/04/2020, às 09h54

Fósseis de moscas dentro do âmbar
Fósseis de moscas dentro do âmbar - Divulgação

Uma pesquisa da Universidade de Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, foi responsável pela descoberta de um dos fósseis mais antigos já encontrados no país, cerca de 41 milhões de anos. Aranhas pré-históricas, formigas, mosquitos e moscas estão entre as espécies que foram reveladas dentro de um âmbar.

No entanto, o que chamou mais atenção foi a situação íntima em que as moscas foram encontradas, quando uma gota de resina de uma árvore preservou para sempre o momento de acasalamento dos insetos.

Inseto encontrado dentro de resina fóssil na Austrália / Crédito: Divulgação 

 

O artigo publicado na revista Scientific Reports, afirma que essa descoberta é uma forte candidata para ser a primeira que registrou o instante de acasalamento entre seres vivos na Austrália. Segundo a ABC News local, o âmbar é incomum nessa região do país, o que deixa o estudo ainda mais interessante.

O artigo também descreve uma nova espécie de formigas, a Monomorium. O objetivo dos pesquisadores é continuar catalogando os animais que foram encontrados no âmbar, na esperança de encontrar mais fósseis raros para entender melhor a história da Austrália.

Atualmente, devido a pandemia de Covid-19, a pesquisa está parada, mas, a equipe está animada para continuar "Estamos apenas começando, há muito o que aprender." - disse o principal autor do estudo, Dr. Jeffrey Stilwell.