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Morte de Tarcísio Meira por Covid-19 levanta dúvidas sobre as vacinas; entenda a eficácia dos imunizantes

Mesmo imunizado, o ator morreu em decorrência da doença, mas isso não significa que as vacinas não são eficazes. Entenda!

Pamela Malva Publicado em 14/07/2021, às 18h00 - Atualizado em 13/08/2021, às 10h00

Imagem meramente ilustrativa de vacina
Imagem meramente ilustrativa de vacina - Divulgação/ Pixabay/ nts01

Nesta quinta-feira, 12, o Brasil foi abalado pela triste notícia da morte do ator Tarcísio Meira. Internado no Hospital Albert Einstein, o artista sofria com sintomas graves da Covid-19 e chegou a ser intubado. O tratamento, contudo, não funcionou.

Aos 85 anos, Tarcísio era casado com Glória Menezes, que também foi internada no mesmo hospital, mas com uma versão mais branda da doença. Segundo boletim divulgado no dia 10 de agosto, a atriz está se recuperando em um quarto particular.

Acontece que ambos os artistas já haviam sido completamente vacinados contra a Covid-19 antes de serem diagnosticados com a doença. Por esse motivo, muitas pessoas passaram a questionar a eficácia dos imunizantes no combate à enfermidade.

 
 
 
 
 
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Frente a casos trágicos como esse e com a vacinação avançando diariamente no Brasil, as dúvidas sobre o funcionamento dos medicamentos aumentam gradativamente. Muito disso porque, apesar da imunização, a nação continua registrando milhares de novos casos diariamente — ainda que o número de mortes tenha diminuído bastante.

É necessário pontuar, contudo, que uma pesquisa do Info Tracker da USP e da Unesp mostrou que, de todas as mortes por Covid-19 no Brasil entre janeiro e julho deste ano, apenas 3% foram de pessoas totalmente vacinadas. Com base em dados do Ministério da Saúde, o estudo apontou que os imunizantes impediram 97% dos óbitos no país.

Ainda assim, é importante lembrar que, apesar de frearem os óbitos causados pela doença, nenhum imunizante disponível no Brasil atualmente é 100% eficaz contra o vírus Sars-CoV-2. Isso não significa, contudo, que a vacinação é descartável.

Segundo explicou Felipe Magalhães, diretor médico do curso Jaleko, em entrevista ao site da Aventuras na História, as vacinas são como os cintos de segurança. “Se eu falar que o cinto de segurança diminui em 30% a chance de você morrer em um acidente de carro, ele ajuda, mas não impede que você bata o carro. Essa é a ideia”, narrou. 

Eu quero evitar que as pessoas batam o carro, ou quero ter um bom cuidado para quem já bateu o carro?”, pontua o médico. “Eu quero evitar os acidentes. É muito melhor do que eu ter um super CTI para tratar quem já bateu o carro.”

Por isso, inclusive, Felipe lembra que, quando somadas às outras medidas de prevenção, as vacinas são ainda mais eficazes. “Cinto de segurança e airbag previnem ainda mais sua morte. Com a vacina, o distanciamento e as máscaras é a mesma coisa”.

Imagem meramente ilustrativa de pessoa sendo vacinada / Crédito: Divulgação/ Pixabay/ huntlh

 

Confira cinco dúvidas frequentes sobre a vacinação:

1. Eu posso ser infectado pela Covid-19 mesmo depois de tomar as duas doses da vacina?

Existem chances, sim, de um paciente contrair Coronavírus apesar das duas doses do imunizante. Segundo a CNN, isso acontece porque nenhuma vacina criada até hoje é 100% eficaz contra a doença. Ainda mais, a proteção promovida pelos imunizantes só se concretiza de duas a quatro semanas depois da aplicação da segunda dose.

É preciso entender, no entanto, que a infecção pelo Coronavírus após ambas as doses da vacina não indicam que o medicamento é ineficaz. Esse cenário apenas sugere que o corpo ainda não conseguiu desenvolver os anticorpos necessários para evitar o vírus.

Sendo assim, a maior parte da população brasileira, que ainda não recebeu a segunda dose da vacina, continua podendo contrair, desenvolver e até mesmo transmitir o Sars-CoV-2. O que nos leva para a segunda pergunta acerca dos imunizantes.


2. Eu posso transmitir o vírus mesmo vacinado?

Atualmente, as vacinas disponíveis no Brasil não previnem em 100% a infecção pela Covid-19, apenas as consequências e os sintomas mais severos da doença. Por isso, ainda é possível contrair e transmitir o vírus causador da pandemia, segundo a CNN.

Esse quadro, no entanto, não invalida os medicamentos, já que estudos recentes mostram que, depois de vacinada, a maioria dos pacientes infectados apresenta apenas os sintomas leves da Covid-19 — isso quando não se tornam assintomáticos.

Imagem meramente ilustrativa de frascos de vacina / Crédito: Getty Images

3. Com a vacina, estou imune ao Coronavírus e às variantes?

Após diversas análises dos medicamentos disponíveis no Brasil atualmente, constatou-se que tais vacinas apresentam um grande índice de proteção contra as variantes do Coronavírus já identificadas, ainda de acordo com a CNN.

Acontece que, como o vírus continua se disseminando em todo o mundo, os cientistas não têm controle sobre as novas cepas que podem surgir. Dessa forma, ainda podem nascer variantes não combatidas pelas vacinas. Por isso, inclusive, é importante frear a circulação do vírus com medidas de distanciamento e o uso de máscaras.

É crucial pontuar, contudo, que ninguém fica 100% imune ao Coronavírus, mesmo com as duas doses dos imunizantes. Com a vacina Oxford-AstraZeneca, por exemplo, a eficácia é de 70%. Já com a Coronavac, a primeira dose chega aos 50,7% de eficácia e, mais tarde, já com as duas doses, as chances de se contrair a forma grave da doença praticamente deixam de existir.


4. Se eu peguei Covid-19 ou estou com a doença, devo tomar a vacina?

Por mais que os imunizantes não impeçam uma reinfecção, é fundamental que todos aqueles já contaminados pela doença sejam vacinados. Cientistas sugerem, todavia, que a vacina seja tomada somente quatro semanas após a infecção — caso contrário, o paciente pode confundir os sintomas da vacina e da doença em si, segundo a CNN.

No caso de pacientes que já estejam infectados no momento da vacinação, não existem quaisquer riscos em tomar o imunizante. Acontece que, como o organismo já está combatendo o Sars-CoV-2, a vacina não irá causar interferências biológicas na reação do sistema imunológico, já que o medicamento não contém vírus vivos em sua composição — as doses, na verdade, vão garantir ainda mais anticorpos para a batalha microscópica.

Imagem meramente ilustrativa de mulher no hospital / Crédito: Divulgação/ Pixabay/ Parentingupstream

5. Por que alguns são infectados e até morrem depois da imunização?

Como já foi dito anteriormente, nenhum imunizante disponível no mercado previne em 100% a infecção pelo Coronavírus. Por esse motivo, ainda é possível que as pessoas contraiam a doença — na grande maioria dos casos, contudo, em versões mais leves.

Acontece que, em casos de pacientes idosos, pessoas com condições prévias e doentes crônicos com diabetes, problemas pulmonares ou cardíacos, os sintomas da Covid-19 são bastante agravados enquanto o imunizante não faz efeito em seus organismos. É assim que se manifestam os casos mais graves após a vacinação.

A mesma coisa acontece no caso de mortes causadas pelo Coronavírus mesmo depois da imunização. Pacientes com comorbidades ou doenças preexistentes podem apresentar um sistema imunológico mais debilitado, o que pode deixar a Covid-19 ainda mais agressiva, com sintomas graves e até mesmo fatais.


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