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6.148 vítimas: Revisão de dados faz Índia ter novo recorde diário de morte por Covid

Especialistas suspeitam que dados da epidemia foram mascarados pelo governo, o que pode significar que as mortes no país já tenham batido a marca de 1 milhão. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 10/06/2021, às 12h30

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Imagem ilustrativa - Pixabay

O Ministério da Saúde indiano publicou hoje, 10, o balanço com o número de mortes e infecções pela Covid-19 nas últimas 24 horas no país. Nos dados, chama a atenção a revisão feita pelo estado de Bihar, que fica na região norte, que adicionou 4 mil mortes ao número de óbitos registrados. 

Com essa revisão, a Índia registrou 6.148 mortes nas últimas 24 horas, o que simboliza um total de 360 mil óbitos desde que o novo coronavírus chegou por lá. Assim, segundo a AFP, o país ocupa a terceira posição entre as nações mais afetadas pela Covid-19.  

Para se ter uma ideia, no dia anterior, a Índia havia registrado 2.219 morte e 92.596 contágios. Com isso, suspeita-se que a gravidade da pandemia por lá seja muito maior do que se pensa até então.

A revisão aconteceu após a justiça do estado de Bihar exigir uma auditoria dos dados, principalmente depois das acusações de que o governo indiano estava tentando mascarar a pandemia por lá.  

Conforme aponta a AFP, especialistas acreditam que governadores de outros estados também tentaram esconder casos durante a segunda onda que atingiu o país no fim de maio, quando 400 mil casos foram registrados e uma média diária de 4.500 mortes. Sendo assim, estima-se que as mortes na Índia já podem ter superado a marca de 1 milhão de vítimas, o que a tornaria a nação mais atingida no planeta.  

Um ponto incongruente nos dados indianos é que a taxa de mortalidade por lá, por exemplo, é menor do que as registradas em outros países, como os Estados Unidos e o Brasil, os primeiros colocados em números de óbitos pela Covid-19.  

Até então, o país que mais havia registrado óbitos em 24 horas tinha sido os Estados Unidos, em 12 de fevereiro, como aponta a AFP. Na ocasião, os 5.527 óbitos também haviam sido consequência de uma revisão de dados que elevou a contagem.