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Aos 101 anos, idosa que já venceu a gripe espanhola, conseguiu derrotar o coronavírus

Com vasto histórico de doenças, a mulher também já superou o câncer e aborto

Penélope Coelho Publicado em 30/04/2020, às 11h48

Fotografia de Angelina Friedman
Fotografia de Angelina Friedman - Divulgação

A vida de Angelina Friedman é marcada por histórias de superação. Aos 101 anos, a mulher nasceu na Itália no ano de 1918, auge da pandemia de gripe espanhola que matou mais de 50 milhões de pessoas em todo mundo. Friedman foi uma das sobreviventes dessa doença. Muitos anos depois, Angelina enfrentou o diagnóstico positivo para um vírus semelhante.

A idosa vive em uma casa de repouso no Condado de Westchester, próximo à cidade de Nova York. Depois de uma visita ao médico para exames de rotina, ela descobriu que havia contraído o novo coronavírus.

Após passar vários dias isolada em tratamento, a mulher teve febre alta, mas, se recuperou bem. Angelina testou negativo para Covid-19 na segunda-feira passada, segundo seu relatório médico.

Em entrevista para a rede de televisão americana FOX News, sua filha Joanne Merola brincou que a mãe é portadora de um DNA de Super Homem, por já ter vencido diversas outras complicações de saúde: "A minha mãe é uma sobrevivente. Ela sobreviveu a abortos, sangramentos internos e ao câncer. Ela e meu pai tiveram câncer ao mesmo tempo. Ela sobreviveu, mas ele não.".

Coronavírus nos EUA

A cidade de Nova York é um dos epicentros do surto do novo vírus, com mais de 18 mil mortes. Ao todo, os Estados Unidos ultrapassam a marca de 1 milhão de infectados, com mais de 60 mil mortes e 126 mil pessoas recuperadas.