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Após acusações, China nega que tenha pedido 'teste anal' de Covid-19 a diplomatas americanos

Polêmica começou após reportagem citar relatos de uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA

Fabio Previdelli Publicado em 25/02/2021, às 11h29

Imagem ilustrativa de um teste positivo para coronavírus
Imagem ilustrativa de um teste positivo para coronavírus - Pixabay

Hoje, 25, em uma coletiva de imprensa diária em Pequim, na China, o Ministério das Relações Exteriores do país negou que tenha pedido a diplomatas norte-americanos, que vivem por lá, para realizarem exames de Covid-19 com amostra anal.  

No dia anterior, uma reportagem publicada pela VICE, um veículo de mídia dos Estados Unidos, citou uma autoridade do Departamento de Estado que teria sido submetido, por engano, ao exame, o que fez com que a China dissesse que suspenderia tais exames em diplomatas dos EUA. 

"Até onde sei... a China jamais pediu que pessoal diplomático dos EUA radicado na China passe por exames de amostra anal", disse Zhao Lijian, porta-voz da chancelaria.

Segundo um representante do Departamento de Estado, em e-mail enviado à Reuters, o órgão está "comprometido a garantir a segurança e a proteção de diplomatas americanos e suas famílias, e ao mesmo tempo preservar sua dignidade". 

O exame com amostra anal é realizado em algumas cidades chinesas para detectar possíveis infecções por Covid-19, visto que vestígios de vírus ficam em amostras fecais. Além disso, testes em amostras anais pode ajudar a identificar uma possível infecção em um período mais longo se comparado com amostras do trato respiratório.  

Outra vantagem é que esse tipo de exame também ajuda na detecção de vírus em crianças, sejam jovens ou ainda de colo, já que elas possuem uma carga viral nas fezes maior do que se comparado com adultos, conforme explica pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong.