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Após sugerir desinfetante para conter Covid-19, Trump diz que fala foi sarcástica

Nas 18 horas seguintes ao pronunciamento do líder norte-americano, o número de pessoas intoxicadas pela ingestão do produto químico teve um aumento significativo

Fabio Previdelli Publicado em 28/04/2020, às 10h34

O presidente norte-americano Donald Trump em pronunciamento
O presidente norte-americano Donald Trump em pronunciamento - Getty Images

Segundo dados do site Worldometer, que monitora em tempo real a situação da pandemia, os EUA bataram hoje, 28, a marca de um milhão de pessoas infectadas, além de 56.803 mortes.

A grave crise tira o sono de milhares de norte-americanos, que assim como o resto do mundo, se encontram longe de estarem protegidos pela falta de uma vacina ou medicamento que possam conter os agravamentos do Covid-19.

Com isso, desesperadas, várias pessoas recorrem a tratamentos alternativos para evitarem a doença — mesmo estes não sendo reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde. A bola da vez surgiu após polêmico pronunciamento do presidente americano Donald Trump, que afirmou que uma injeção de desinfetante e o uso de raios ultravioletas poderim limpar os pulmões dos infectados, para eliminar o coronavírus.

Com isso, a cidade de Nova York, segundo a NBC, registrou um aumento significativo no número de casos de intoxicação por desinfetante. Nas 18 horas seguintes ao pronunciamento de Trump, o centro de controle da cidade recebeu mais de 30 chamadas de pessoas que ingeriram o produto químico.

Depois de toda a polêmica, Trump afirmou que “não pode imaginar o porquê “as ocorrências médicas aumentaram depois de sua sugestão. Após as duras críticas feitas por profissionais da saúde e pelos governadores de Michigan e Maryland — que culparam o presidente pelo aumento nas chamadas médicas —, o líder norte americano disse que suas observações foram feitas com “sarcasmo”.

"Não consigo imaginar o porquê", disse o presidente após ser questionado sobre o assunto. "Eu não consigo imaginar isso”. Quando perguntado se assumiria a responsabilidade pelo aumento de ligações, Trump foi enfático: "Não, não aceito".