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Cachorro infectado por coronavírus morre em Hong Kong, na China

As Autoridades disseram que o vírus pode ter contaminado o animal através de pessoas contaminadas

Vanessa Centamori Publicado em 18/03/2020, às 17h20

Cachorro que faleceu e sua dona
Cachorro que faleceu e sua dona - Divulgação

Morreu na última segunda-feira, 13, um cão da raça Lulu da Pomerânia, que contraiu o coronavírus na cidade chinesa de Hong Kong, logo depois de sua dona ser diagnosticada com a doença. O animal estava de quarentena em casa, para onde retornou neste último final de semana. 

O departamento chinês de Agricultura, Pesca e Conservação foi notificado sobre a morte do cachorro pela dona dele, que tem 60 anos de idade. "A proprietária disse que não estava disposta a [permitir] uma autópsia para examinar a causa da morte", contou a pasta, por comunicado.

Enquanto o animal estava vivo, em quarentena, autoridades retiravam amostras de sangue do bicho para acompanhar seu quadro de saúde. O departamento da China informou que os resultados de testes feitos nos dias 12 e 13 de março deram negativo, o que significa que não havia anticorpos no cão para o coronavírus. Por isso, o cachorro foi autorizado a voltar para casa.

C ão da raça Lulu da Pomerânia / Crédito: Divulgação 

 

Mas isso não quer dizer que ele não estava infectado. "É conhecido em alguns casos assintomáticos ou amenos em humanos com outros tipos de coronavírus que anticorpos nem sempre se desenvolvem", explicou o departamento chinês, ao South China Morning Post.

Segundo comunicado do departamento, os resultados da sequência genética dos exames do cachorro mostraram que provavelmente o vírus se espalhou pelas pessoas infectadas, depois contaminando o cão. 

Na época em que saiu a notícia sobre a infecção do animal, a Organização Mundial da Saúde se pronunciou afirmando que o caso era único.  "Embora tenha havido um caso de um cachorro infectado em Hong Kong, até o momento, não há evidências de que um cachorro, gato ou qualquer animal de estimação possa transmitir o COVID-19", contou a entidade.