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Cerca de 463 milhões de alunos não tiveram acesso a aulas digitais durante pandemia, afirma UNICEF

Em pesquisa internacional, a fundação estima que um terço das crianças em idade escolar no mundo não puderam regular o ano letivo

Wallacy Ferrari Publicado em 31/08/2020, às 07h37 - Atualizado às 07h37

Criança com máscara no rosto
Criança com máscara no rosto - Wikimedia Commons

Em novo relatório, publicado na última quinta-feira, 27, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicou um relatório onde estima que pelo menos 463 milhões de estudantes em todo o mundo não têm acesso a aulas remotas fornecidas por meios digitais ou de transmissão, principalmente pela ausência de inclusão digital.

De acordo com o estudo, intitulado “Covid-19: As crianças são capazes de continuar aprendendo durante o fechamento da escola?”, quase um terço das famílias não têm a capacidade de receber as aulas por falta de equipamentos ou disponibilidade de rede de internet, ou os governos não fornecem material.

O relatório estima que aproximadamente 1,5 bilhão de alunos do ensino fundamental e médio tiveram de se adaptar às pressas aos novos modelos de transmissão de aulas e compartilhamento e material, porém, 31% não conseguiu progredir no ensino remoto sem a disponibilização de equipamentos.

Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF, enalteceu a importância do ensino durante uma pandemia: "O grande número de crianças cuja educação foi completamente interrompida por meses a fio é uma emergência educacional global. As repercussões poderão ser sentidas nas economias e sociedades nas próximas décadas".