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China diz que profissionais da OMS farão estudo no país sem “interferência política”

Após ficarem de quarentena, especialistas da Organização Mundial da Saúde foram liberados hoje, 28, para analisarem possíveis origens do novo coronavírus no país

Fabio Previdelli Publicado em 28/01/2021, às 11h34

Imagem meramente ilustrativa de pessoas com máscaras
Imagem meramente ilustrativa de pessoas com máscaras - Getty Images

Os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que foram até a China para investigar a origem do novo coronavírus saíram de suas quarentenas hoje, 28, em Wuhan. Segundo as autoridades chinesas, os profissionais farão seu trabalho “sem interferência política”. 

A fala foi vista como uma mensagem de repúdio ao governo dos Estados Unidos que, no dia anterior, por meio da porta-voz da Casa Branca Jen Psaki, disse que Washington avaliará “a credibilidade do relatório da investigação, uma vez que esteja concluído”. 

"É imperativo que cheguemos ao fundo da pandemia na China”, completou Psaki. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijan, declarou que espera que os EUA “respeitem os fatos, a ciência e o trabalho árduo dos especialistas da equipe da OMS”. 

Quando a pandemia estourou na China, em dezembro de 2019, muitos desconfiavam que o vírus havia surgido em um mercado de Wuhan. Porém, agora, as autoridades chinesas sugerem que o vírus possa ser ter sido “importado” de outras nações, o que corroboram com estudos recentes realizados na Itália e nos EUA.  

"Mais e mais estudos, incluindo os da OMS, mostram que rastrear a origem da covid-19 é um processo que continuará se estendendo para várias regiões [do mundo] e surtos epidêmicos", completou Zhao.