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China lidera o ranking da vacinação com 1 bilhão de doses aplicadas

Apesar da expressiva marca atingida no domingo, 20, a nação ainda não é a que mais vacina de forma proporcional à sua população

Pamela Malva Publicado em 21/06/2021, às 15h30

Imagem meramente ilustrativa de frascos de vacina
Imagem meramente ilustrativa de frascos de vacina - Getty Images

No último domingo, 20, a China atingiu o surpreendente recorde de 1 bilhão de vacinas contra o Coronavírus distribuídas entre sua população. Os dados absolutos foram revelados pela Our World in Data, plataforma ligada à Universidade de Oxford.

Segundo o G1, o índice, que representa o total de doses aplicadas no país, coloca a China no topo do ranking de vacinação mundial, visto que mais de 2,6 bilhões de doses já foram aplicadas em todo o mundo. Depois da nação, vêm os Estados Unidos, com 316 milhões de doses distribuídas, e a Índia, com 266 milhões de doses.

A liderança da nação asiática é justificada pelos dados semanais de vacinação. Segundo a Our World in Data, o país distribuiu pouco mais de 18 milhões de doses por dia apenas na última semana — sendo que, em 8 de junho, a China tornou-se o primeiro país no mundo a aprovar a aplicação da CoronaVac em crianças menores de três anos. 

Chineses usando máscaras para se prevenirem contra o coronavírus / Crédito: Getty Images

 

Atualmente, a nação distribui apenas imunizantes desenvolvidos em território nacional. Dessa forma, os chineses recebem doses da CoronaVac, das vacinas da Sinopharm, que conta com versões de Wuhan e de Pequim, e da farmacêutica CanSino, tendo em vista que a última acelera a vacinação, já que é aplicada em apenas uma dose.

O problema é que, ainda de acordo com a Our World in Data, o balanço feito na China não divide as vacinas entre 1ª e 2ª doses, como é feito no Brasil. Por isso, é difícil definir quantos adultos chineses estão totalmente imunizados contra a doença.

Sabe-se, no entanto, que a China não lidera o ranking de vacinação proporcional à sua população, estimada em 1,3 bilhão de pessoas. Ficando atrás dos Estados Unidos, Reino Unido e Israel, o país asiático aplicou apenas 70 doses a cada 100 habitantes.