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China sinaliza proibição de consumo de carne de cachorro após pandemia de COVID-19

Em documento publicado pelo Ministério da Agricultura, a carne canina saiu da lista de animais indicados para o consumo humano.

Wallacy Ferrari Publicado em 10/04/2020, às 13h58

Cachorros enjaulados em Yunnan, na China
Cachorros enjaulados em Yunnan, na China - Rod Waddington / Flickr

O governo da China estuda, pela primeira vez na história, interromper a produção de carne canina após os problemas em decorrência do novo coronavírus. Em um documento emitido na quarta-feira, 8, o Ministério da Agricultura da China fez uma relação entre os animais indicados para o consumo humano.

A surpresa, no entanto, foi a ausência da carne de cachorro na lista, que nunca teve a sua recomendação anulada anteriormente. Desde o início do ano, a venda de carnes extraídas de animais silvestres no país foi interrompida, além de suspender o abate e venda de animais vivos em mercados públicos de Wuhan, mesmo com a volta da quarentena.

No texto da lista, o governo chinês afirmou que “os animais passaram de domésticos tradicionais para animais de companhia” e justificou a alteração da recomendação como uma questão de civilidade “Os cães geralmente não são considerados comida no mundo todo, e a China também não deve administrá-los como faz com animais destinados à pecuária”.

A medida foi considerada importante por organizações de defesa dos animais por todo o mundo, visto que a China registra cerca de 10 a 20 milhões de abatimentos de cachorros anualmente. O documento ficará em consulta pública até 8 de maio, mas não é obrigatório. Se for aprovado, pode virar lei e ter validade em todo o território chinês.