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Com possível relação à vacina da AstraZeneca, Suécia e Noruega confirmam mais dois óbitos incomuns

Além de suspenderem a vacinação, os países estão estudando um suposto efeito colateral do imunizante contra o coronavírus

Alana Sousa Publicado em 19/03/2021, às 10h00

Imagem ilustrativa de uma seringa
Imagem ilustrativa de uma seringa - Divulgação/Pixabay

Mais mortes foram confirmadas pela Suécia e Noruega com possível ligação aos efeitos colaterais da vacina da AstraZeneca. Conforme repercutiu o portal UOL, na madrugada desta sexta-feira, 19, os países confirmaram dois óbitos por tromboembolismo.

Além de outros países da União Europeia, a Noruega chegou à marca de seis pessoas que apresentam quadro clínico raro. Os diagnósticos incluem: coágulos nos vasos sanguíneos, hemorragias e baixa quantidade de plaquetas.

No último fim de semana, três especialistas da saúde foram internados após receberem doses do imunizante contra o coronavírus, um deles veio à óbito. “Fizemos várias descobertas que podem explicar a evolução clínica dos pacientes. Essas descobertas apoiam nossa hipótese de que eles tinham uma forte resposta imunológica que levou à formação de anticorpos, que por sua vez podem ativar as plaquetas e causar os trombos”, afirmou Pal André Holme, chefe da equipe do Hospital Universitário de Oslo.

A Suécia havia suspendido na última semana o uso da vacina produzida pela AstraZeneca, a Agência de Saúde Pública (FHM) se mostrou preocupada com os relatos de coágulos e optou por interromper a continuidade da vacinação em massa.

Enquanto mais estudos são realizados para definir se as mortes estão ligadas ao uso da vacina, alguns países como a Espanha e Itália já retomaram seu uso. Por outro lado, a Noruega, a Suécia e a Dinamarca continuam analisando os casos.

Coronavírus no Brasil e no Mundo

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.780.820 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 287.499 no país. 

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano. 

De lá pra cá, a doença já infectou 121.882.440 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,6 milhões de mortes, sendo mais de 280 mil delas apenas no Brasil.