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Com provável proteção limitada, imunização com vacina de Oxford é suspensa na África do Sul

De acordo com o ministro da Saúde do país, a vacina da AstraZeneca não seria tão eficaz contra a variante sul-africana do vírus

Giovanna Gomes Publicado em 08/02/2021, às 07h05

Imagem ilustrativa de uma seringa
Imagem ilustrativa de uma seringa - Pixabay

De acordo com informações do G1, a África do Sul não prosseguirá utilizando o imunizante da AstraZeneca para conter a pandemia de covid-19. Segundo declarou o ministro da Saúde Zweli Mkhize no último domingo, 7, a vacina da Universidade de Oxford não é tão eficaz contra a variante sul-africana do vírus, oferecendo proteção limitada em casos leves da doença.

Contudo, o jornal Financial Times informa que os dados ainda não foram revisados e ainda não se sabe se a vacina se mostra eficaz em casos graves ou se é capaz de reduzir a mortalidade. O estudo constando os dados será divulgado nesta segunda feira, 8. 

A mesma fonte afirmou que, entre os 2 mil voluntários que participaram da fase de testes do imunizante da AstraZeneca, não houve mortes ou hospitalizações. Metade desses voluntários, que têm em média 31 anos, recebeu uma dose de placebo. Os cientistas sul-africanos terão de realizar análises para decidir de que maneira agir.

Tanto o laboratório quanto a universidade britânica se recusaram a comentar o caso. A Oxford declarou que atua junto a seus parceiros no intuito de entender como sua vacina funciona conforme cada variante do coronavírus.