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Coronavírus: 89 veteranos da Segunda Guerra morrem em casa de cuidados

De investimento estatal, a instituição não tinha equipamentos ou equipe suficientes para tratar os ex-militares durante a pandemia

Pamela Malva Publicado em 27/05/2020, às 14h30

Imagem meramente ilustrativa de sepultura com bandeira dos Estados Unidos
Imagem meramente ilustrativa de sepultura com bandeira dos Estados Unidos - Divulgação/Pixabay

Os Estados Unidos já são um dos países com maior índice de mortes por Coronavírus no mundo. Agora, os norte-americanos perderam dezenas de veteranos da Segunda Guerra Mundial para a doença.

Dos 210 veteranos que moravam na Casa de Soldados de Holyoke, no estado de Massachusetts, 89 morreram durante a pandemia. Destes, 74 ex-militares testaram positivo para a Covid-19.

Donos de uma saúde frágil e instável, os soldados aposentados viviam na instituição com poucos equipamentos de proteção e uma quantidade reduzida de enfermeiras. Segundo o The New York Times, esse foi um dos maiores índices de mortes em qualquer instalação de cuidados do país.

Entre os ex-militares vítimas do Coronavírus estavam soldados que lutaram em algumas das batalhas mais agressivas e violentas da Segunda Guerra. Alguns, inclusive, desembarcaram na praia de Omaha e lutaram no Dia D.

Imagem meramente ilustrativa de túmulos com bandeira dos EUA / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Após a perda em massa, investigações severas foram iniciadas. Várias delas buscam determinar a culpa das autoridades estatais no caso. Como a instituição era de comando do Estado, tais organizações podem ser acusadas de negligência.

Ainda de acordo com o The New York Times, o orçamento da Casa de Soldados de Holyoke aumentou cerca de 14% nos últimos cinco anos. Ainda assim, o pessoal da instituição estava bastante reduzido.

Atualmente, o Coronavírus já se espalhou por mais de 40 casas de veteranos em todo os EUA, levando à morte de pelo menos 300 pessoas. No mundo, já foram registrados mais de 5 milhões de casos de Covid-19. Destes, 2,9 milhões seguem ativos, mais de 2,4 milhões se recuperaram e 354 mil pessoas foram vítimas da doença.