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Coronavírus: Com hospitais saturados, Santa Catarina envia pacientes para o Espírito Santo

Nesta quarta-feira, 03, o estado deu início ao plano de transferência, já que sua taxa de ocupação de leitos de UTI beira os 100%

Pamela Malva Publicado em 03/03/2021, às 19h00 - Atualizado às 19h04

Imagem meramente ilustrativa de leito em hospital
Imagem meramente ilustrativa de leito em hospital - Divulgação/Pixabay

Até a última terça-feira, 02, a taxa de ocupação de leitos de UTI reservados para os quadros de infecção por Coronavírus em Santa Catarina era de 99,95%, segundo o G1. Sem vagas para seus pacientes, então, o estado deu início a um plano de transferência para as Unidades de Tratamento Intensivo do Espírito Santo, nesta quarta-feira, 03.

Internado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Chapecó, o primeiro homem a ser transferido saiu de Florianópolis por volta das 8h30 da manhã. Além dele, a fila de espera para a transferência ainda conta com cerca de 250 pacientes.

Agora, com o início do projeto, a expectativa é que 16 pessoas sejam enviadas para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, no Espírito Santo. Por lá, os adultos em estado grave de infecção pelo Coronavírus devem receber a assistência médica necessária.

Imagem meramente ilustrativa de helicóptero dos bombeiros / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Frente aos atuais dados de Santa Catarina, a transferência mostra-se bastante urgente. Isso porque, enquanto a lista de espera apenas aumenta, cerca de 35 pacientes que procuraram ajuda no estado já faleceram enquanto aguardavam uma vaga na UTI.

Além disso, o transporte, que será realizado através de aviões do Batalhão de Operações de Aéreas (BOA) e de um grupo terceirizado, exige uma logística afiada, já que os casos são bastante graves. Por isso, inclusive, as transferências serão feitas individualmente.

Por enquanto, segundo dados divulgados na terça-feira, a taxa de ocupação dos leitos de UTI no Espírito Santo é de 72,77%. Dessa forma, o estado tem recebido pacientes de diversas regiões, como 36 amazonenses em janeiro e alguns rondonienses em fevereiro.