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Coronavírus: Com o objetivo de salvar a economia, Líbano libera o uso de maconha para fins medicinais

O país vive uma crise sem precedentes e a medida deve gerar um bom retorno financeiro

Penélope Coelho Publicado em 23/04/2020, às 10h00

Imagem ilustrativa de plantação de cannabis
Imagem ilustrativa de plantação de cannabis - Pixabay

O governo do Líbano assinou uma lei que autoriza o cultivo de maconha para fins medicinais e industriais, a decisão acontece em um momento de grande crise local.

O objetivo com a medida é salvar a economia libanesa que está em colapso, o país enfrenta uma dívida nacional de mais de US $ 80 bilhões de dólares, R$ 436 bilhões na conversão para o real. Mesmo antes das restrições sociais causadas pela pandemia de coronavírus, em 15 de março, a economia do Líbano já não ia bem.

Com a nova lei — que começa a valer já na semana que vem —, a produção legalizada da substância pode gerar cerca de 1 bilhão de dólares para a economia do Líbano, segundo estudos realizados pela consultoria McKinsey & Co.

Informações divulgadas pelo jornal The Daily Star, afirmaram que a planta já era cultivada de forma ilegal em Beeka, na fronteira com a Síria. O Líbano é um dos cinco maiores produtores mundiais de maconha, com essa medida a expectativa do governo é suprir a demanda ilegal da cannabis voltada para uso medicinal.

Coronavírus no Líbano

Segundo as últimas informações divulgadas pela agência de notícias francesa AFP, na última terça-feira, 22, o Líbano registra oficialmente 677 casos de infecção por Covid-19, com 21 vítimas fatais.