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Coronavírus: estudo constata que pessoas acima dos 50 anos aumentam os riscos de contágio

Para embasar o estudo foram investigados 70.117 casos confirmados em laboratório do coronavírus

Gabriel Fagundes Publicado em 31/03/2020, às 10h12

Quanto mais velhas as pessoas ficam, mais elas se tornam suscetíveis ao coronavírus
Quanto mais velhas as pessoas ficam, mais elas se tornam suscetíveis ao coronavírus - Pixabay

Foi publicado na China o mais novo estudo científico sobre as mortes e hospitalizações por coronavírus. O levantamento mostrou que quanto mais avançada a idade das pessoas, mais suscetíveis elas se tornam para contrair a doença.

Assim, devido à análise da Lancet Infectious Diseases, os pesquisadores conseguiram revelar que quatro por cento das pessoas na faixa dos 40 anos precisavam de tratamento hospitalar. Sendo justamente essa meia-idade que se encontra o maior risco de contágio.

O estudo foi baseado na investigação de 70.117 casos confirmados em laboratório e diagnosticados clinicamente na China continental, combinados com 689 casos positivos entre as pessoas evacuadas de Wuhan em voos de repatriamento.

Foram usados também os dados de 24 mortes que ocorreram no país e 165 recuperações fora do território, o que possibilitou indicar uma média de 17,8 dias desde o início dos sintomas até a morte, e 24 dias para a alta hospitalar.

Com isso, mediante a observação foi possível apontar que em 3,43% das pessoas na faixa dos 30 anos precisavam de tratamento hospitalar para o coronavírus, número que sobe para 4,25% na idade de 40 anos e 8,16% nos 50. A porcentagem evolui para 11,8% nos 60 anos; 16,6% nos 70; e 18,4% quando se atinge 80.

Por isso, o professor Azra Ghani, co-autor do estudo, diz: "Nossa análise mostra claramente que, aos 50 anos ou mais, a hospitalização é muito mais provável do que naqueles com menos de 50 anos, e uma proporção maior de casos é fatal”.

Ele ainda pontua que a descoberta não se restringe a uma única nação: "Nossas estimativas podem ser aplicadas a qualquer país para informar decisões sobre as melhores políticas de contenção para o Covid-19".