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Coronavírus na Espanha: Exército encontra idosos abandonados e mortos em casas de repouso

País europeu sofreu seu maior número de mortes nas últimas 24 horas

Fabio Previdelli Publicado em 24/03/2020, às 13h00

Imagem ilustrativa de uma pessoa com máscara
Imagem ilustrativa de uma pessoa com máscara - Pixabay

Segundo o Ministério da Defesa da Espanha, soldados que estão ajudando a combater a pandemia de coronavírus no país, encontraram pacientes idosos — que estão em casas de repouso — abandonados em suas camas e, em alguns casos mais extremos, mortos. A partir dessa constatação, promotores espanhóis disseram que uma investigação foi iniciada.

As forças armadas foram chamadas para ajudar a desinfetar as casas de repouso na Espanha, que é o segundo país europeu mais atingido pelo Covid-19 — ficando atrás somente da Itália. Por conta disso, uma pista de gelo em Madrid deve ser usada como um necrotério temporário para as vítimas do vírus.

Nesta terça-feira, 24, o Ministério da Saúde anunciou que o país registrou 514 mortes nas últimas 24 horas — um recorde até aqui. Ao todo, na Espanha, 2.696 pessoas morreram e outras 39.637 casos foram confirmados.

A Ministra da defesa, Margarita Robles, disse que o governo "seria rígido e inflexível ao lidar com a maneira como as pessoas mais velhas são tratadas" em casas de repouso. "O exército, durante certas visitas, encontrou algumas pessoas mais velhas completamente abandonadas, às vezes até mortas em suas camas".

Robles ainda disse que alguns funcionários desses centros haviam abandonado esses locais após o coronavírus ter sido detectado em alguns pacientes. Em circunstâncias normais, os corpos das pessoas que falecem são armazenados em câmaras frigorífica até serem recolhidos pelos serviços funerários.

Porém, quando se suspeita que a causa da morte esteja ligada ao coronavírus, elas são deixadas em suas camas até que possam ser recuperadas por agentes funerários devidamente equipados. Na capital Madri, que registrou o maior número de casos e mortes, isso pode levar até 24 horas, disseram autoridades.