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Coronavírus: Novo estudo aponta quais tipos sanguíneos são mais suscetíveis ao vírus

Os realizadores da pesquisa ponderam que não há motivo para pânico e que os devidos cuidados devem continuar sendo tomados

Penélope Coelho Publicado em 19/06/2020, às 16h50

Imagem ilustrativa de coleta de sangue
Imagem ilustrativa de coleta de sangue - Pixabay

De acordo com o artigo publicado pela revista científica New England Journal of Medicine, na última quarta-feira, 17, um novo estudo realizado pela Universidade de Kiel, na Alemanha, se une com um artigo publicado por cientistas chineses em março — e traz novas informações sobre como as variações genéticas podem interferir em um organismo infectado pelo novo coronavírus.

A pesquisa foi realizada com quase 2 mil pacientes internados nas UTIs e diagnosticados com coronavírus, eles tiveram seus resultados comparados com 2.205 mil pessoas que não apresentam a doença.

Após a análise de seus genomas e mapa genético, os cientistas chegaram à conclusão de que o grupo sanguíneo A mostrou um risco maior. Já pessoas do tipo sanguíneo O, apresentam menos chances de contrair o vírus. Os médicos repararam que o grupo sanguíneo do individuo pode ser um fator no agravamento do estado de saúde do paciente com Covid-19.

Sem pânico

Contudo, os especialistas ressaltam que a pesquisa não deve ser motivo de desespero para pessoas com o tipo sanguíneo A e nem de comemoração para pessoas com o tipo sanguíneo O. Pelo contrário, as medidas de proteção contra o vírus devem continuar sendo feitas por ambas as partes.

"A diferença absoluta de risco é muito pequena [...] A redução de risco pode ser estatisticamente significativa, mas é uma pequena mudança no risco real.”, afirmou o pesquisador Roy Silverstein, em entrevista para a CNN.

O presidente da Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva, Crítica e Unidades Coronárias (SEMICYUC), Ricard Ferrer, diz que os resultados do estudo serão mais úteis em âmbitos médicos, na identificação de pacientes que correm um perigo maior de desenvolverem sintomas graves.

“Os resultados deste estudo permitem avançar na identificação dos pacientes de maior risco que necessitarão de internação em UTI, assim como conhecer melhor a fisiopatologia da doença mediante a identificação destes genes implicados”, pontuou Ferrer.