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Coronavírus: pacientes em São Paulo recebem alta após uso de hidroxicloroquina

Ainda que as quatro pessoas tenham se recuperado, não é possível garantir a relação direta entre o medicamento e a cura do Covid-19

Pamela Malva Publicado em 26/03/2020, às 20h00

Imagem meramente ilustrativa de camas de hospital vazias
Imagem meramente ilustrativa de camas de hospital vazias - Divulgação/Pixabay

Em novos testes contra o Coronavírus, pelo menos quatro pacientes que estavam na UTI do Hospital Igesp, em São Paulo, receberam alta. A recuperação se deu pelo uso de hidroxicloroquina em associação com outras medicações durante sete dias.

Não é possível, entretanto, afirmar que os pacientes foram curados pela hidroxicloroquina em si. Segundo explicou Dante Senra, o coordenador da UTI do hospital, ao Viva Bem, “a impressão é muito favorável, mas como se trata ainda de um número pequeno, não há como estabelecer uma relação de causa e efeito”. 

Ainda assim, apesar dos resultados promissores, o especialista reafirmou a necessidade de pesquisas para comprovar a eficácia e segurança do composto. “Até onde sabemos, fomos o primeiro hospital no Brasil a utilizar o medicamento”, disse.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 25, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o componente não deve ser consumido de forma irresponsável.  Ele ainda reafirmou que a hidroxicloroquina é crucial para pacientes com artrite reumatóide e que, por isso, não deve ser consumida de forma abrangente.

Atualmente, o Brasil já conta com mais de 2,8 mil casos de Coronavírus, no total. Entre eles, 6 pessoas já se recuperaram e 77 foram vítimas fatais do Covid-19. No mundo, já são mais de 528 mil casos, dos quais quase 24 mil mortes ocorreram.