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Coronavírus: Prefeito de Nova York é acusado de ameaçar judeus que quebrarem o isolamento social

A afirmação de Bill de Blasio aconteceu após o enterro de um rabino que reuniu centenas de religiosos, no Brooklyn

Paola Churchill Publicado em 30/04/2020, às 07h00

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, durante aparição pública
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, durante aparição pública - Wikimedia Commons

Na última quarta-feira, 29, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio vem senddo alvo de críticas por ter ameaçado a comunidade judaica da região que não respeitasse as regras do isolamento social.

A fatídica frase aconteceu depois do enterro de um rabino que reuniu centenas de judeus ortodoxos no Brooklyn para se despedirem do líder religioso.

Por meio de sua conta no Twitter, Bill afirmou "Minha mensagem à comunidade judaica, e a todas as comunidades, é simples: já passou o tempo das advertências” depois dele pessoalmente supervisionar a dispersão da multidão no funeral do rabino Chaim Mertz, que violava todas as regras do isolamento social.

"Pedi à polícia de Nova York que multe ou detenha aqueles que se reúnem em grandes grupos. Isto é sobre parar esta doença e salvar vidas.” disse De Blasio em outro tweet.

Não demorou muito para o Conselho Judaico Ortodoxo de Assuntos Públicos rebater o prefeito também usando a mesma rede social. Acusaram o prefeito de hipócrita por criticar apenas a comunidade, mas esquecer de citar as outras pessoas que também se reuniram no mesmo dia, para observar a passagem de caças em homenagem aos médicos e enfermeiros da cidade.

Após tanta repercussão negativa, De Blasio se pronunciou novamente se dizendo arrependido de suas palavras, que foram escritas em “um momento de emoção”, enquanto estava chocado com a multidão nas ruas.

Ele admitiu estar arrependido por ter ofendido a comunidade e manifestou “amor e respeito” pelos judeus. Contudo, Bill não pediu desculpas por “ter apontado o perigo” de violar a quarentena.

Nos Estados Unidos, o novo coronavírus infectou mais de um milhão de pessoas, sendo que 58.964 desses não resistiram ao vírus. Mundialmente, o vírus já matou 218 mil pessoas e infectou mais de 3 milhões.