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Coronavírus: vacinação em Israel já resulta em queda nas infecções

Além do baixo índice de contaminações, o país ainda registrou uma diminuição nas internações de idosos que tomaram a vacina

Pamela Malva Publicado em 03/02/2021, às 11h30

Imagem meramente ilustrativa de vacina
Imagem meramente ilustrativa de vacina - Divulgação/Pixabay

Israel atualmente lidera o ranking das nações que mais vacinaram sua população contra o Coronavírus (são 49,1 doses a cada 100 habitantes, de acordo com dados da Our World In Data). Assim, segundo o Ministério da Saúde do país, os esforços para uma vacinação eficaz em massa já estão dando resultados bastante positivos.

Depois que receberam as duas doses da vacina, apenas 531 pessoas com mais de 60 anos testaram positivo para o Coronavírus, todas com sintomas leves. Tal índice representa apenas 0,07% dos quase 750 mil idosos que já foram imunizados no país.

Ao mesmo tempo, outras 38 pessoas da mesma faixa etária foram internadas com quadros moderados, graves ou críticos. O baixo índice de contaminações, então, sugere que a vacina está, de fato, fazendo uma diferença positiva na saúde pública de Israel.

Ainda que três pessoas com mais de 60 anos tenham falecido após serem imunizadas, é impossível definir em que momento os pacientes contraíram a doença. Sendo assim, os dados divulgados indicam uma queda consistente nas infecções após a vacinação.

Iamgem meramente ilustrativa de pessoa sendo vacinada / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Testes específicos

Frente aos dados do Ministério da Saúde, pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência, da Universidade de Tel-Aviv e do Technion (o Instituto de Tecnologia de Israel) resolveram verificar se a diminuição na taxa de infecções realmente aconteceu por culpa da vacinação ou pelas restrições do lockdown impostas pelo estado.

Verificou-se, então, que as maiores quedas em infecções e hospitalizações ocorreram tanto em idosos que foram vacinados primeiro, quanto nas cidades que imunizaram uma grande porção de sua população. A redução de casos, portanto, pode estar diretamente relacionada à vacinação, e não apenas ao distanciamento social.

Da mesma forma, o segundo maior provedor de saúde de Israel, o Maccabi, estimou que a vacina da Pfizer foi 92% eficaz quando aplicada em certa população. O resultado é bastante fiel aos 95% de eficácia anunciados pela farmacêutica durante os testes.